A exposição “Auto-acusação”, da artista Bárbara Paz, chega ao estúdio OM.art no Rio de Janeiro, de 9 de maio a 16 de junho, em uma versão ampliada. A mostra inclui fotografias, vídeos e instalações que falam sobre as cicatrizes da artista, que sofreu um grave acidente de carro aos 17 anos. Bárbara usa materiais como cacos de vidro e o ponto de sutura que a costurou para refletir sobre seu corpo e suas diferentes identidades. Ela diz que decidiu manter suas marcas, pois tem medo de se perder sem elas. A curadora Luísa Duarte destaca que os trabalhos de Bárbara exploram o corpo como uma história viva.
A exposição “Auto-acusação”, da artista Bárbara Paz, será apresentada no estúdio OM.art, no Rio de Janeiro, de 9 de maio a 16 de junho. A mostra, que já passou por São Paulo e Lisboa, traz uma versão ampliada com fotografias, vídeos e instalações que abordam a relação da artista com suas cicatrizes.
Bárbara Paz, que sofreu um grave acidente de carro em 1992, aos 17 anos, utiliza elementos como cacos de vidro, o ponto de sutura que a costurou, e os cabelos que ajudaram a esconder suas marcas como parte de sua obra. A artista reflete sobre sua identidade e o impacto das cicatrizes em sua vida. “Um fio segurou minhas metades. Um nervo manteve minhas partes. Decidi não tirar essa marca”, afirma Bárbara.
A curadora Luísa Duarte destaca que os trabalhos de Bárbara operam a partir do próprio corpo, que é visto como matéria embebida em história. A exposição convida o público a refletir sobre a relação entre o corpo e os diferentes “eus” que habitam cada indivíduo. A mostra será realizada no Jardim Botânico, um espaço que complementa a proposta artística da artista.
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