Serpente Sapiente, um artista conhecido no rap brasileiro, lançou dois álbuns ao mesmo tempo: “Apenas o Básico” e “Manifesto Sepé”. Os discos refletem sua vida e visão, abordando temas como resistência e racismo. “Apenas o Básico” traz letras simples e diretas, enquanto “Manifesto Sepé” é mais agressivo e político, com uma sonoridade que mistura rap, punk e new metal. Ambos os álbuns foram gravados na Ocupação Sepé Tiaraju, em Porto Alegre, um espaço de resistência. O primeiro disco é uma pausa reflexiva, enquanto o segundo é um grito de protesto. Serpente usa sua música como uma forma de denúncia e expressão política, mostrando a importância de sua arte em tempos difíceis. Ele também está colaborando com a gravadora Sujoground, que busca dar visibilidade a artistas do underground brasileiro. As capas e vídeos dos álbuns, que têm um caráter documental, reforçam a mensagem de que sua música é mais do que entretenimento; é uma forma de resistência e afirmação.
Serpente Sapiente, artista destacado no rap brasileiro, lança dois álbuns simultaneamente: *Apenas o Básico* e *Manifesto Sepé*. Os discos, que refletem sua trajetória e visão artística, abordam temas como resistência, capitalismo e racismo. O lançamento ocorre na Ocupação Sepé Tiaraju, em Porto Alegre, um espaço simbólico de resistência urbana.
Os álbuns têm propostas distintas. *Apenas o Básico* busca lirismo na simplicidade, enquanto *Manifesto Sepé* é um grito político. O segundo disco mistura rap com punk e new metal, apresentando dez faixas que denunciam problemas sociais como gentrificação e racismo. Serpente afirma que é um chamado para enfrentar o que nos mata em silêncio.
Produzido por Henrique Fioravanti, *Manifesto Sepé* traz uma estética brutal e política. Já *Apenas o Básico*, gravado em três dias, apresenta uma sonoridade drumless, com participações de Matheus Coringa, Lis MC e Dragão Crioulo. O artista destaca que este disco é resultado de um trabalho feito na urgência, sem adornos.
Estética e Compromisso
A parceria com o selo Sujoground é fundamental para Serpente, que está em São Paulo, produzindo mixtapes e fortalecendo a rede underground. O selo, que já projetou outros artistas, busca mapear sonoridades do Brasil que muitas vezes são ignoradas.
As capas dos álbuns, assinadas por Carolhar e Jesus do Egito, e os vídeos produzidos pela Fames Rec, ampliam a experiência dos ouvintes, transformando a escuta em um projeto estético e documental. Os lançamentos não são apenas sobre música, mas também sobre território e resistência.
Serpente Sapiente, ao lançar esses álbuns, reafirma sua missão de recusar o silêncio e utilizar sua arte como forma de denúncia e testemunho.
Entre na conversa da comunidade