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A música e a arte transformam a vida de idosos em Porto Alegre, promovendo inclusão e renascimento

A arte e a cultura se tornam aliadas essenciais na vida de idosos, como Lígia Canavezi, que encontrou renascimento em oficinas em Porto Alegre.

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Lígia Canavezi, de 77 anos, se destaca nas oficinas culturais do Centro Municipal de Educação dos Trabalhadores em Porto Alegre, onde encontrou na música e nas artes uma nova motivação após a aposentadoria. Antes, ela se sentia desanimada, mas ao participar de atividades como canto e teatro, se revitalizou. As oficinas ajudam na socialização e na saúde dos idosos. A inclusão cultural é garantida por leis que asseguram o direito à educação e lazer para esse grupo. No CMET, 126 idosos estão matriculados, e a vice-diretora enfatiza a importância de um ambiente acolhedor. A experiência de Adelaide, que começou a frequentar o centro aos 90 anos, mostra como a arte pode mudar vidas. O grupo Novos Velhos Corpos, formado por dançarinos acima de 50 anos, desafia estereótipos sobre a velhice, mostrando que é possível ser ativo em qualquer idade. Fernando, de 70 anos, também encontrou na música uma forma de lidar com a depressão e se conectar com a cidade, destacando a importância da cultura para a saúde mental dos idosos, apesar das dificuldades de acessibilidade em alguns espaços.

A aposentada Lígia Canavezi, de 77 anos, tem se destacado nas oficinas culturais do Centro Municipal de Educação dos Trabalhadores (CMET) Paulo Freire, em Porto Alegre. Desde que se aposentou, Lígia encontrou na música e nas artes uma nova razão para viver. Ela participa de atividades como técnica vocal, canto livre e teatro, além de se preparar para a oficina de Biodança.

Após deixar seu trabalho na Ordem dos Advogados do Brasil, Lígia enfrentou um período de desânimo. “Quando eu me aposentei, não tinha vontade de levantar da cama”, revela. No entanto, ao descobrir as atividades do CMET, ela se sentiu revitalizada. As oficinas não apenas promovem a socialização, mas também ajudam na manutenção da saúde física e mental dos participantes.

O acesso à cultura é fundamental para a inclusão dos idosos. A Lei nº 8.842/1994 e o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003) garantem o direito à educação, cultura e lazer para esse grupo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a população idosa cresceu 57,4% desde 2010, tornando essencial discutir políticas que promovam a participação ativa dos mais velhos na sociedade.

No CMET, 126 idosos estão matriculados, muitos deles participando de diversas atividades culturais. A vice-diretora da instituição destaca a importância de criar um ambiente acolhedor e de aprendizado contínuo. A experiência de Adelaide Gomes de Andrade, que ingressou no centro aos 90 anos, ilustra como a arte pode transformar vidas, mesmo em idades avançadas.

A dança também se destaca como forma de expressão. O coletivo Novos Velhos Corpos, composto por dançarinos acima de 50 anos, desafia estereótipos sobre a velhice, promovendo a ideia de que a dança é uma celebração da vida. O grupo busca romper com a visão negativa associada ao envelhecimento, mostrando que é possível ser ativo e criativo em qualquer fase da vida.

Fernando Coelho da Costa, de 70 anos, é outro exemplo de como a arte pode impactar positivamente a vida dos idosos. Ele encontrou na música uma forma de combater a depressão e se conectar com a cidade. Apesar das dificuldades de acessibilidade em alguns espaços culturais, Fernando continua a participar ativamente das atividades do CMET, ressaltando a importância da cultura para a saúde mental e social dos idosos.

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