O papa Francisco, de 86 anos, participou do documentário “Amém: Perguntando ao Papa”, disponível na Disney+. No filme, ele conversou com dez jovens de diferentes origens sobre temas atuais, buscando aproximar a Igreja da realidade deles. Durante as discussões, o papa respondeu a perguntas sobre identidade de gênero, aplicativos de relacionamento e experiências pessoais, incluindo o relato de um jovem que sofreu abuso sexual por um sacerdote. O documentário também tratou de aborto, direitos LGBTQIA+ e a crise migratória, com debates entre uma jovem católica e uma feminista sobre a interrupção da gravidez, além de uma ex-freira lésbica e um jovem muçulmano enfrentando dificuldades como imigrante. O jornalista Jordi Évole, um dos diretores, disse que Francisco quer tornar a Igreja mais empática e próxima das pessoas. O papa pediu que os jovens falassem espanhol, mas não impôs restrições aos temas. Apesar da abertura, ele reafirmou sua posição contra o aborto.
Papa Francisco protagoniza documentário com jovens e aborda temas polêmicos
O papa Francisco, com oitenta e seis anos em 2023, participou do documentário “Amém: Perguntando ao Papa”, disponível na plataforma Disney+. A produção reúne conversas do líder católico com dez jovens de diferentes origens e crenças sobre questões atuais. O objetivo é aproximar a Igreja da realidade dos jovens.
Durante as discussões, o pontífice foi questionado sobre temas como identidade de gênero, aplicativos de relacionamento e experiências pessoais delicadas. Um dos momentos mais impactantes foi o relato de um rapaz que sofreu abuso sexual por um sacerdote da Opus Dei, buscando diretamente a ajuda do papa.
O documentário também aborda debates sobre aborto, direitos LGBTQIA+ e a crise migratória. Uma jovem espanhola católica tradicional debateu com uma argentina feminista sobre a interrupção da gravidez, enquanto uma ex-freira peruana compartilhou sua experiência como lésbica. Um jovem muçulmano da Nigéria expôs as dificuldades enfrentadas como imigrante na Europa.
Jordi Évole, jornalista espanhol e codiretor do filme, afirmou que Francisco busca tornar a Igreja mais empática, humana e próxima da realidade. A ideia do documentário surgiu após uma entrevista do papa a Évole em 2019, que gerou repercussão global ao abordar temas sensíveis.
Segundo Marius Sánchez, outro diretor do documentário, o papa fez apenas uma exigência: que os jovens selecionados falassem espanhol. Francisco não impôs restrições aos temas abordados e aprovou o resultado final. Apesar da abertura, o papa manteve sua posição contrária ao aborto, reafirmando seus valores católicos.
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