A galeria Turner Contemporary, em Margate, Reino Unido, está exibindo a mostra “Resistance” até 1º de junho, com curadoria do cineasta Steve McQueen. A exposição apresenta um século de lutas sociais no Reino Unido, incluindo o sufragismo e protestos contra a Guerra do Iraque. Ela reúne obras de fotógrafos famosos e registros de documentaristas anônimos, focando na resistência de pessoas comuns em momentos importantes da história. Entre os eventos destacados estão a Batalha de Cable Street, em 1936, e as Marchas da Fome, na década de 1930. Além da exposição, há um livro organizado por McQueen, com textos de vários autores, que reforça a ideia de que resistir é um dever em tempos difíceis. Os organizadores querem mostrar lutas que muitas vezes não são lembradas na história oficial e inspirar a reflexão sobre a importância da resistência social.
Exposição “Resistance” retrata um século de luta social no Reino Unido
A galeria Turner Contemporary, em Margate, Reino Unido, recebe até 1º de junho a exposição “Resistance”, com curadoria do cineasta Steve McQueen, vencedor do Oscar por “12 Anos de Escravidão”. A mostra documenta um século de movimentos sociais britânicos, desde o sufragismo até protestos contra a Guerra do Iraque.
A exposição reúne o trabalho de fotógrafos renomados como Tish Murtha, David Hurn e Christina Broom, além de registros de documentalistas anônimos. O foco é a resistência de cidadãos comuns contra o sistema, em momentos cruciais da história britânica.
Entre os eventos retratados estão a Batalha de Cable Street, em 1936, onde a comunidade judaica e irlandesa se uniu a sindicatos e grupos de esquerda contra o fascismo, sob o lema “No pasarán”. A mostra também destaca as Marchas da Fome, na década de 1930, e a Marcha dos Cegos, em 1920, que impulsionou a luta pelos direitos das pessoas com deficiência.
A exposição “Resistance” também é um livro, organizado por Steve McQueen, com contribuições de autores como Gary Younge, Paul Gilroy e a baronesa Chakrabarti. A obra reforça a ideia de que, em tempos de crise, resistir é um dever.
De acordo com os organizadores, a exposição busca dar visibilidade a momentos de insubmissão e luta que muitas vezes são negligenciados na história oficial. A mostra busca inspirar reflexão sobre a importância da resistência social e o papel dos cidadãos na construção de uma sociedade mais justa.
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