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‘Último Tango em Paris’ e o legado de Maria Schneider: um olhar sobre a dor e a resistência

Filme "Meu nome é Maria" revisita o trauma de Maria Schneider em "Último Tango em Paris", trazendo novas perspectivas sobre consentimento e apoio no set.

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O filme “Meu nome é Maria” conta a história da atriz Maria Schneider e seu trauma após atuar em “Último Tango em Paris”. Durante as filmagens, aos 19 anos, ela enfrentou abuso e falta de apoio. A famosa cena da manteiga não estava no roteiro, e Schneider se sentiu manipulada por Marlon Brando e o diretor Bernardo Bertolucci. A nova produção, dirigida por Jessica Palud, recria essa cena sob a perspectiva de Schneider, mostrando que ela foi agredida na frente da equipe, que não interveio. O uso de coordenadores de intimidade, comum após o movimento #MeToo, busca garantir a segurança dos atores em cenas sensíveis. Anamaria Vartolomei, que interpreta Schneider, disse que a cena foi emocionalmente intensa, enquanto Matt Dillon, que faz Brando, reconheceu que a abordagem da época era problemática e que a experiência de Schneider foi traumática, refletindo a cultura de exploração nas filmagens.

O filme “Meu nome é Maria” retrata a vida da atriz Maria Schneider, abordando seu trauma após “Último Tango em Paris”. A produção, que inclui uma recriação da infame cena da manteiga, foi realizada com a supervisão de coordenadores de intimidade, visando respeitar a perspectiva da atriz.

Maria Schneider, que tinha apenas dezenove anos durante as filmagens de “Último Tango em Paris”, enfrentou situações de abuso e falta de apoio no set. Em entrevistas, ela revelou que a cena da manteiga não estava no roteiro e que se sentiu humilhada e manipulada por Marlon Brando e Bernardo Bertolucci. Schneider, que morreu em 2011, lutou contra dependência química e problemas de saúde mental após o filme.

A nova produção, dirigida por Jessica Palud, busca contar a história de Schneider sob sua perspectiva. A diretora enfatiza a importância de mostrar a cena do ponto de vista da atriz, destacando que ela foi agredida na presença de toda a equipe, que não interveio. O uso de coordenadores de intimidade, cada vez mais comum após o movimento #MeToo, visa garantir a segurança dos atores em cenas delicadas.

Anamaria Vartolomei, que interpreta Schneider, afirmou que, embora tenha se sentido protegida durante as filmagens, a cena foi emocionalmente intensa. Matt Dillon, que representa Brando, reconheceu que a abordagem da época era problemática e que a experiência de Schneider foi traumática e impactante, refletindo a cultura de exploração que prevalecia nas filmagens daquela época.

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