O filme The Thing with Feathers, dirigido e roteirizado por Dylan Southern, é uma adaptação do livro de Max Porter, considerado “infilmável”. Lançado em 2025, o longa apresenta a história de um recém-viúvo que precisa lidar com a relação com seus filhos após a morte da esposa. O enredo se insere no subgênero que explora […]
O filme The Thing with Feathers, dirigido e roteirizado por Dylan Southern, é uma adaptação do livro de Max Porter, considerado “infilmável”. Lançado em 2025, o longa apresenta a história de um recém-viúvo que precisa lidar com a relação com seus filhos após a morte da esposa. O enredo se insere no subgênero que explora o luto através de criaturas fantásticas, semelhante a obras como O Babadook e Tuesday – O Último Abraço.
A trama é protagonizada por Benedict Cumberbatch, que entrega uma performance intensa, refletindo as complexidades do luto. No entanto, a direção de Southern não consegue acompanhar a profundidade da atuação, resultando em um filme que se mostra mais tradicional e menos inovador. A estética visual, que busca referências em quadrinhos e contrastes de preto e branco, não é suficiente para elevar a narrativa, que acaba se perdendo em sustos superficiais.
Embora o terceiro ato do filme apresente momentos de maior conexão emocional, a obra falha em se destacar dentro de um gênero saturado. A crítica aponta que The Thing with Feathers carece de originalidade e ousadia, apresentando-se como uma adição tímida a um campo que exige inovação. A falta de ideias novas, tanto estéticas quanto temáticas, compromete a relevância do filme.
Com uma duração de 98 minutos, The Thing with Feathers é uma produção do Reino Unido que, apesar de suas intenções, não consegue se sustentar como um filme memorável. A crítica sugere que, ao tentar adaptar um material complexo, Southern pode ter negligenciado a criação de uma obra que se sustente por si mesma.
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