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Planos de expansão da Galleria Borghese em Roma geram forte reação

Planos de expansão da Galleria Borghese provocam resistência de organizações de preservação; não há projeto definido, apenas estudo de viabilidade preliminar

Galleria Borghese in Rome
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  • Galleria Borghese, em Roma, está no centro de controvérsia após revelar estudo de viabilidade financiado ao redor de € 900 mil, que avaliaria uma possível ampliação com espaço adicional para exibição e visitantes.
  • O projeto seria financiado pela empresa italiana de engenharia Proger e incluiria uma competição internacional de arquitetura e estudo de viabilidade, sem que haja um projeto específico apresentado.
  • Organizações de preservação, como Italia Nostra Roma e Amici di Villa Borghese, contestam qualquer construção em um dos cenários históricos mais sensíveis da cidade.
  • A diretora da galeria, Francesca Cappelletti, afirmou em 18 de maio que não há proposta arquitetônica nem briefing de competição ainda previstos, destacando que as discussões estão no estágio inicial.
  • A galeria registrou um recorde de 630.760 visitantes em 2025, com críticas públicas já surgindo, mas a imprensa indicou que um possível vencedor do concurso poderia ser anunciado até o fim do ano.

A Galleria Borghese, museu-villa de destaque em Roma que abriga obras de Caravaggio, Bernini e Canova, está no centro de uma controvérsia após informações sobre um estudo de viabilidade financiado de forma privada para uma ampliação. O projeto, patrocinado pela empresa de engenharia italiana Proger, envolve cerca de 900 mil euros.

O estudo prevê a realização de uma competição internacional de arquitetura e uma avaliação de viabilidade para ampliar o espaço expositivo e de visitação no terreno da Villa Borghese Pinciana. Segundo a administração, a iniciativa busca enfrentar limitações operacionais antigas.

Atualmente, a área histórica impõe regras que limitam o acesso a 360 visitantes por entrada agendada, com visitas de duas horas, o que resulta em cerca de 4 mil pessoas diárias. As reservas podem gerar semanas de espera e grande parte das obras permanece armazenada, com acessibilidade ainda dificultada.

A visitação teve aumento expressivo: 630.760 visitantes em 2025, segundo a imprensa internacional, ante aproximadamente 506 mil há uma década. Organizações de preservação questionam qualquer construção no entorno de um dos cenários históricos mais sensíveis de Roma.

Reação das organizações de preservação

Centros como Italia Nostra Roma e Amici di Villa Borghese manifestaram objeções à construção dentro do conjunto histórico. A instituição afirmou que não houve confirmação de projeto e que a universidade está apenas no início de um processo de estudo mais amplo.

A diretora da Galleria Borghese, Francesca Cappelletti, informou em coletiva de imprensa em 18 de maio que não existe nenhuma proposta arquitetônica vigente. Ela ressaltou que qualquer solução subterrânea permanece apenas como hipótese.

Cappelletti também comentou que escavações sob a cidade exigiriam estudos arqueológicos e técnicos extensivos, citando surpresas no subsolo de Roma e o histórico de descobertas de esculturas em ocasiões anteriores. Ela reiterou que ainda não há briefing público para uma competição de ideias.

A gestão da galeria ressaltou que debates públicos podem gerar sugestões úteis, como a reutilização de estruturas existentes em vez de nova construção. Ela também lembrou que propostas anteriores de reutilização foram abandonadas por dificuldades técnicas e objetivas.

ANSA reportou que o vencedor da potencial concorrência poderia ser anunciado até o fim deste ano, ainda sem detalhes sobre o formato ou prazos. A administração enfatiza que o tema está em estágio muito inicial e sem projeto concreto.

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