- A primeira repatriação de artefatos turcos do Canadá ocorreu nesta semana, com 11 itens devolvidos ao Türkiye.
- Os artefatos, datados entre os séculos XVII e XIX, incluem páginas de manuscritos, impressos e obras de caligrafia moderna, com temas de jurisprudência islâmica, sufismo, história e literatura.
- A devolução foi autorizada por tribunal federal canadense após um processo iniciado há mais de um ano, em cerimônia realizada em trinta de março no Canadian Conservation Institute, em Ottawa.
- O ministro da cultura e turismo da Turquia, Mehmet Nuri Ersoy, disse que o caso é um precedente internacional e ressaltou a cooperação entre várias instituições turcas para a repatriação.
- A interceptação ocorreu pela Agência de Serviços de Alfândega e Proteção de Fronteiras do Canadá ao transportar as peças de Istambul para Vancouver, dando início aos trâmites legais e técnicos necessários.
Canada fez a primeira repatriação de artefatos turcos provenientes do país, com 11 peças devolvidas a Istambul. Os itens foram interceptados ao chegar a Vancouver, vindos de Istambul, e retornaram após decisão de um tribunal federal canadense.
Participaram da operação o ministro turco da Cultura e Turismo, Mehmet Nuri Ersoy, a Agência de Serviços de Fronteira do Canadá (CBSA) e instituições turcas como a Diretoria Geral de Patrimônio Cultural e Museus, a Instituição de Manuscritos da Presidência e o Museu de Arte Turca e Islâmica, além da embaixada da Turquia em Ottawa. A cerimônia ocorreu em 30 de março no Canadian Conservation Institute, em Ottawa.
Detalhes dos artefatos
As peças datam dos séculos XVII a XIX, de manuscritos otomano-islâmicos com caligrafia árabe e turca sobre jurisprudência, sufismo, história e literatura. A análise identificou remoção de ligações originais e a adição de miniaturas modernas, alterações consideradas comerciais, sem descaracterizar o conjunto como patrimônio cultural.
Quadro legal e impacto
O retorno envolve um processo técnico e jurídico que começou há mais de um ano e foi fundamentado em relatórios científicos e documentos legais apresentados pela Turquia, levando o tribunal canadense a reconhecer os artefatos como propriedade cultural turca sob a lei nacional. O ministro Ersoy destacou que o caso cria um precedente internacional relevante para a proteção do patrimônio cultural.
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