- Inquilinos do Trongate 103, em Glasgow, denunciam aumentos de aluguel “insustentáveis” e acusa a City Property de conduta coercitiva e injusta.
- Centenas de manifestantes protestaram em frente às instalações da City Property na última sexta-feira, diante de negociações de novos contratos de aluguel.
- A City Property afirma que avisos de rescisão são parte do processo de renovação de contrato e que os novos valores são mais baratos que termos comerciais.
- O Trongate 103 abriga espaços culturais como Transmission Gallery, Street Level Photography e Glasgow Print Studio, e vive preocupação de desmontar um ativo cultural importante da cidade.
- Além disso, Turning Point Scotland luta contra 805 mil libras em encargos de dilapidação após sair de um imóvel, enquanto Greens propõe maior supervisão sobre organizações autárquicas como a City Property.
Os inquilinos do Trongate 103, um polo cultural em Glasgow, denunciam aumentos de aluguel considerados insustentáveis pelo proprietário, a City Property. Os avisos de saída e renegociação de contratos chegaram a centenas de pessoas na semana passada. A administração afirma que as negociações visam aluguéis sustentáveis para ambas as partes.
Os complexos artísticos abrigam a Transmission Gallery, a Street Level Photography e o Glasgow Print Studio. Os locatários afirmam que as mudanças elevam custos em até quatro vezes o aluguel anterior, com encargos de serviço ampliados, colocando em risco a viabilidade das organizações.
Na manhã de sexta-feira, centenas de manifestantes cercaram o escritório da City Property para exigir resposta sobre os contratos. O movimento reflete preocupações sobre a atuação da imobiliária que administra imóveis para o conselho de Glasgow.
Durante sessão no Holyrood, o primeiro-ministro escocês foi questionado sobre a atuação da City Property. A imprensa regional reporta pressão de deputados para impedir despejos de sete inquilinos no Trongate 103.
O presidente do Glasgow Media Access Centre afirmou que a instituição recebeu apenas quatro semanas para decidir sobre a renovação, alegando coerção. A organização pediu tempo para avaliar impactos de uma saída precoce.
A City Property sustenta que as notificações de saída são parte do processo de renovação de contrato e que os novos valores continuam abaixo do mercado. A agência reforça que as negociações são justas e profissionais.
A Glasgow Print Studio disse ter assinado temporariamente um contrato mensal para manter operações, sob pressão, sem concordar com aumentos considerados insustentáveis. Outras organizações, porém, relatam experiências diferentes.
Turning Point Scotland indica disputas com a City Property sobre quase £805 mil em encargos de deterioração após mudança de imóvel, após investimentos em reparos. A ONG afirma ter gasto cerca de £1 milhão em obras.
Fontes próximas ao Turn Point destacam que a disputa envolve questões entre gestão pública e termos comerciais, com pouca intervenção do conselho. A City Property não comentou sobre casos em andamento.
A City Property sustenta que cumpre políticas de aluguel acessível do conselho e que a manutenção das propriedades é gerida de forma profissional. A organização afirma agir dentro de padrões legais e transparentes.
O partido Green planeja apresentar uma moção para ampliar a supervisão sobre a City Property e apoiar os inquilinos do Trongate 103. A proposição visa maior intervenção pública em órgãos de gestão autonômica.
Autoridades locais afirmam que as negociações para novas locações no Trongate 103 seguem em curso de forma razoável entre as partes envolvidas. A prefeitura não antecipou desfechos rápidos das negociações.
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