- A estátua de Gattamelata, de Donatello, foi retirada da praça de Padova e levada para dentro de um espaço de restauração, o que acontece pela terceira vez em quase seis séculos.
- O restauro, que custa cerca de € 1 milhão, é financiado por duas organizações sem fins lucrativos: Friends of Florence e Save Venice.
- A decisão sobre retornar a obra ao espaço aberto ou exibi-la em museu ainda não foi tomada, após avaliação de danos causados pela corrosão do bronze.
- A obra, de 1,6 tonelada, estava em avaliação desde outubro, quando foi movida para facilitar acesso ao interior e aos procedimentos de diagnóstico, incluindo endoscopia e modelagem 3D.
- O destino final dependerá dos trabalhos de restauração e da decisão da Delegação e da Soprintendenza, com o público podendo ver a peça apenas em programa educativo vinculado aos doadores.
Donatello’s Gattamelata, uma das mais importantes esculturas em bronze do Renascimento, foi removida de sua praça em Padua e trazida para dentro de um espaço protegido. A operação ocorreu pela terceira vez em quase 600 anos, durante uma restauração que pode resultar em mudanças de exibição.
A obras, criada em 1453 para homenagear Erasmo da Narni, o Gattamelata, retrata o condottiero em posição realista sobre um cavalo. A peça fica diante da Basílica de São Antônio, em uma base de pedra de quase 8 metros de altura. O bronze foi avaliado por conservadores como de condição delicada.
A restauração, que tem orçamento de cerca de 1 milhão de euros, é financiada por duas organizações norte-americanas: Friends of Florence e Save Venice. Cada instituição contribuiu com 550 mil euros para o projeto, que envolve estudo e preservação da peça.
O que motivou a transferência
Historicamente, a obra já foi retirada para proteção temporária durante as Guerras Mundiais. A atual remoção, iniciada em outubro, visa tratar o que tem sido descrito como bronze cancer, uma corrosão típica de ligas de cobre. O interior do monumento recebeu acesso facilitado para inspeção.
Conservadores utilizam técnicas como radar de penetração no solo, ultrassom e modelagem 3D para entender a integridade da estátua. A operação de retirada, em dois dias, permitiu posicionar a figura montada em suporte adequado, afastando problemas ligados à infiltração de água e detritos.
Desdobramentos e futuro da peça
Ao mesmo tempo, trabalham no pedestal externo, que apresenta fissuras decorrentes de intemperismo, tráfego e reposicionamento de 1945. A segurança de fixação ao solo também está sendo reforçada para enfrentar abalos sísmicos.
A decisão sobre o destino final da obra será tomada pela Delegação Pontifícia, associada ao órgão de proteção do patrimônio cultural, em conjunto com a Soprintendenza. A conclusão da restauração está prevista para ocorrer ao longo de 12 meses, a partir de maio, com uso de técnicas mecânicas, químicas e a laser.
Onde o público poderá ver a peça no futuro
Há a possibilidade de a Gattamelata permanecer em ambiente museológico ou retornar ao espaço externo. Argumentos a favor de exibição interna destacam a visualização de detalhes finos, como as dobras da pele do cavalo e as ornamentações da sela. Caso permaneça ao ar livre, a restauração recorrente seria mais frequente.
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