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Gabrielle Goliath expõe projeto cancelado da Bienal de Veneza fora do evento

Goliath exibirá Elegy em local independente na Bienal de Veneza, após o cancelamento do pavilhão sul‑africano, mantendo disputa jurídica em curso

Gabrielle Goliath says she intends to continue her legal battle against the cancellation of her project for South Africa’s Venice pavilion
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  • A artista sul-africana Gabrielle Goliath apresentará uma nova versão de Elegy na Bienal de Veneza de 2026, em um espaço independente, abordando femicídio e mortes LGBTQI+ na África do Sul.
  • O pavilhão oficial da África do Sul na Veneza foi mantido vazio após o ministro Gayton McKenzie cancelar o pavilhão, classificando a nova suíte como divisiva.
  • A mostra independente de Elegy ficará no Chiesa di Sant’Antonin, em Castello, de 5 de maio a 31 de julho de 2026.
  • Goliath e a curadora Ingrid Masondo entraram com ação no Tribunal Superior de Pretória para reverter o cancelamento; decisão inicial rejeitou o pedido, e o processo segue em recurso.
  • Elegy também será exibido no Ibraaz, em Londres, em outubro, com apoio da Bertha Foundation.

Gabrielle Goliath, artista sul-africana, decidiu levar adiante o projeto cancelado para o pavilhão da África do Sul na Veneza Biennale. Em vez de ocupar o espaço oficial, a nova versão de Elegy será apresentada em local independente na cidade, de 5 de maio a 31 de julho.

A obra, centrada em femicídio e nas mortes de pessoas LGBTQI+ na África do Sul, teve a implementação cancelada em janeiro pelo ministro Gayton McKenzie, chefe do partido Patriotic Alliance. A mudança envolveu a revisão de conteúdo proposta para o espaço oficial.

O desfecho envolve ainda um processo judicial em curso. Em fevereiro, Goliath e a curadora Ingrid Masondo apresentaram recurso de urgência no High Court de Pretoria para reverter a decisão de McKenzie, que foi rejeitado.

Desenvolvimento da exposição fora do pavilhão

Mesmo com o retorno de Elegy em formato separado, a artista afirma manter a luta legal para evitar que o episódio consolide interferência ministerial na expressão criativa. A decisão de realizar a mostra em Castello reforça o tom de resistência institucional.

Goliath descreve a decisão como um marcador de desvalorização de vidas negras, femininas e queer, citando impactos em Gaza, Namíbia e África do Sul. O Ministério das Desportos, Artes e Cultura não respondeu a pedidos de comentário.

A defesa da artista continua com o recurso, e o juiz Mamoloko Kubushi ainda não definiu data para nova audiência. A equipe jurídica também pretende levar o caso a instâncias adicionais, caso haja necessidade.

Exposição em Londres e continuidade da obra

Paralelamente, Elegy será apresentada na Ibraaz, em Londres, em outubro, com apoio da Bertha Foundation. A fundação e a diretora Lina Lazaar destacam a importância de espaços que acolhem arte de comunidades globais diversas.

Goliath expressa gratidão aos apoiadores e afirma que a obra permanece essencial para questionar o luto coletivo. Ela enfatiza que a continuidade do projeto envolve comunidade, memória e responsabilidade social.

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