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arqueólogos criam mapa para monitorar danos a sítios históricos no Irã

Mapa interativo registra sessenta e nove sítios danificados no Irã, com verificação ainda limitada e expectativa de aumento à medida que o conflito persiste

Damage to Tehran's Sa’dabad Palace after an airstrike on 17 March
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  • Um mapa interativo, lançado em 22 de março, geoloca sítios culturais no Irã que foram danificados durante a guerra, já com 69 entradas e 70ª em verificação.
  • As arqueólogas Sepideh Maziar e Mehrnoush Soroush destacam que a verificação depende de múltiplas fontes devido ao acesso limitado à internet e comunicações no Irã.
  • Entre os locais listados, o complexo palaciano Sa’dabad, em Teerã, sofreu danos significativos em 17 de março, com imagens mostrando destroços e danos a interiores.
  • A iniciativa visa não apenas documentar danos, mas também mostrar que o patrimônio cultural do Irã está em risco, ajudando a preservar memória e identidade.
  • As responsáveis apontam que o total real de danos pode ser maior, pois a verificação é conservadora e muitos sítios podem não estar listados ainda.

O mapa interativo de patrimônio iraniano foi lançado por arqueólogos do CAMEL e da Goethe University Frankfurt para geolocalizar sítios históricos danificados durante o conflito. A iniciativa começou em 22 de março, em Iran, com o intuito de registrar impactos e preservar a memória do país.

Até o momento, o mapa registra 69 entradas de danos, com uma 70ª em verificação. A verificação, realizada com informações de fontes abertas, depende de confirmação cruzada, devido ao acesso limitado à internet e às comunicações no Irã.

Entre os registros está o complexo do Palácio Sa’dabad, em Teerã. Localizado ao norte da cidade, o conjunto de 80 hectares abriga 18 palácios e mansões do período Qajar e Pahlavi. Teriam ocorrido danos graves em 17 de março por ondas de choque de um ataque próximo.

As imagens disponíveis na plataforma mostram detritos em interiores, danos a tetos, espelhos, paredes, portas e janelas. O mapa fornece ainda dados sobre a importância do sítio, o grau de dano e links para relatórios de origem.

Como funciona o mapa

Segundo Mehrnoush Soroush, a ferramenta é para leitura rápida e leitura interativa. O mapa será constantemente atualizado, servindo como registro visual da ameaça aos sítios culturais e da identidade iraniana.

Critérios e alcance

Segundo Sepideh Maziar, a lista prioriza apenas sítios presentes na lista oficial de patrimônio nacional. Danos são registrados como o nível mínimo quando as informações são limitadas. A equipe ressalta que danos superficiais podem levar a deterioração estrutural.

Perspectivas e contexto regional

Especialistas destacam que a escala do dano pode crescer à medida que o acesso à internet se normalize e mais informações estiverem disponíveis. O estudo complementa iniciativas como o projeto EAMENA, que monitora ameaças a patrimônios na região desde 2015.

Desdobramentos

A equipe aponta que a duração do conflito pode ampliar danos e riscos de saque ou negligência. Colaboradores no Irã continuam trabalhando para proteger coleções, mesmo em meio a bombardeios. O mapa busca evidenciar que a preservação não é apenas memória, mas identidade.

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