- O Museu de História Natural de Londres foi a atração mais procurada no Reino Unido em 2025, com 7,1 milhões de visitantes, alta de 13% em relação a 2024.
- A visitação foi impulsionada pelas áreas ao ar livre renovadas e pela galeria “Fixing Our Broken Planet”, que recebeu mais de 2 milhões de pessoas.
- O British Museum ficou em segundo lugar, com 6,4 milhões de visitas; o top five também incluiu a Windsor Estate, Tate Modern e a National Gallery.
- A maior parte das instituições no ranking registrou queda frente a 2019, exceto a National Gallery, que retornou após a reabertura da Sainsbury Wing.
- Para 2026, há expectativas de crescimento, com planos como o empréstimo da tapeçaria de Bayeux ao British Museum e a inauguração do V&A East, do London Museum e do Museum of Youth Culture.
O Museu de História Natural de Londres (NHM) liderou a lista de atrações mais visitadas do Reino Unido em 2025, com mais de 7,1 milhões de visitantes. O resultado representa um aumento de 13% em relação a 2024 e marca recorde para museus e galerias britânicas. As obras combinaram jardins requalificados, a nova galeria sobre clima e entrada gratuita.
A diretoria do NHM atribui o desempenho à renovação de espaços ao ar livre e à acessibilidade. A gestão aponta que a visitação se manteve elevada mesmo em meio ao aperto econômico, destacando o apelo de visitas de um dia em locais de destaque e custo zero.
A galeria Fixing Our Broken Planet, dedicada a soluções para a crise climática, recebeu mais de 2 milhões de visitas, contribuindo para o aumento anual. A mostra se conecta a outras ações do museu para ampliar o interesse público.
Ranking e histórico recente
O British Museum ficou em segundo lugar, com 6,4 milhões de visitas. A Crown Estate em Windsor registrou 4,9 milhões, seguida pelo Tate Modern (4,5 milhões) e pela National Gallery (4,1 milhões). Com exceção da National Gallery, os demais tiveram quedas frente a 2024.
A National Gallery reabriu a ala Sainsbury Wing e passou por uma reorganização de obras. Os demais museus no top 10 tiveram números abaixo dos patamares pré-pandemia de 2019, ano fortemente beneficiado pela economia e pelo movimento de staycation.
Donoghue destacou que o crescimento gradual de visitantes faz sentido, diante de um período de finanças desafiadas por custos de vida elevados. Segundo ele, muitas instituições enfrentaram redução de quadro de funcionários e reestruturações.
A queda na recuperação de visitantes estrangeiros, especialmente chineses, ajudou a explicar a lenta retomada. A retirada do tax-free shopping no Reino Unido é citada como fator na menor recuperação frente a outros países.
Ele apontou a necessidade de ações públicas para melhorar a atratividade externa do país. Entre as propostas, estão redução do IVA em atrações, reintrodução do tax-free e proteção de receitas de turismo em caso de cobrança de impostos turísticos.
Para 2026, o setor de artes se mostra otimista. Entre as expectativas estão o empréstimo da Tapeçaria de Bayeux pelo British Museum, a inauguração do V&A East, o novo London Museum e o Museum of Youth Culture, com grandes atrações previstas.
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