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Reimaginando comunidades: cúpula cultural internacional de Hong Kong

Cúpula cultural em Hong Kong discute como instituições reimaginam relação com comunidades, destacando West Kowloon como ecossistema cultural integrado

The West Kowloon Cultural District (WestK) is the host of the Hong Kong International Cultural Summit 2026
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  • O 2º Hong Kong International Cultural Summit ocorre nos dias 22 e 23 de março, no West Kowloon Cultural District, reunindo líderes de 14 países e regiões para debater como instituições culturais podem reimaginar sua relação com as comunidades.
  • O evento destaca Suhanya Raffel (diretora do M+); Dr Louis Ng (diretor do Hong Kong Palace Museum) e Betty Fung (CEO da West Kowloon Cultural District Authority) como figuras-chave para entender o tema.
  • Raffel afirma que M+ foi criado a partir de consulta pública para ser “museu mais” e promover diálogo entre visões regionais, com painéis que incluem speakers do Senegal, Emirados Árabes e Brasil.
  • Fung apresenta WestK como ecossistema cultural completo, com parque de arte de 11 hectares e programação que envolve museus, artes performáticas, espaços abertos e comércio; aponta financiamento não recorrente como desafio e a Greater Bay Area como oportunidade de público.
  • Ng explica que o público da Hong Kong Palace Museum é, em média, 33 anos, com aumento de interesse por conteúdos multilíngues e uso de IA para personalização; destaca parcerias internacionais com museus como Louvre e Victoria and Albert, além de MOUs já assinados para projetos de cooperação.

O Hong Kong International Cultural Summit retorna aos dias 22 e 23 de março, no West Kowloon Cultural District (WestK). Líderes culturais de 14 países debatem como instituições reimaginam o relacionamento com as comunidades. O evento ocorre em Hong Kong para promover diálogo entre museus, artes cônicas e planejadores culturais distritais.

Suhanya Raffel, diretora do M+, Louis Ng, diretor do Hong Kong Palace Museum, e Betty Fung, CEO da West Kowloon, compartilham visões sobre público e ecossistema cultural. O tema central é a participação das comunidades na evolução das instituições.

O que acontece e quem participa

Raffel afirma que comunidades moldam museus e vice-versa, citando consultas públicas na criação do M+. Painéis em que palestrantes de Senegal, Emirados Árabes e Brasil discutem relações com o público devem marcar a agenda. O objetivo é ampliar diálogos regionais.

Ng destaca a experiência integrada de WestK, que conecta museus, artes performativas, parques e espaços de convivência. A ideia é oferecer uma experiência cultural contínua, além de visitas pontuais a cada instituição.

Audiência e impacto

Raffel informa que o M+ recebeu mais de 10,8 milhões de visitantes desde a abertura, com 2,6 milhões no último ano. A maioria tem entre 18 e 44 anos, refletindo público jovem. Entre 30% e 35% são residentes de Hong Kong, e 60% a 70% vêm de fora.

Ng observa que o perfil da plateia do Palace Museum é de cerca de 33 anos de média, com visitas mais longas a exposições populares. A equipe avalia ampliar textos em outros idiomas e explorar IA para personalização de visitas.

Desafios e perspectivas

Fung aponta a natureza de WestK como ecossistema completo, com museus, artes performativas, praças, comércio e moradia. O maior desafio é a falta de financiamento público recorrente; o apoio vem de desenvolvimento comercial e de uma proximidade com cidades da Grande Baía para diversidade de público.

A diretora enfatiza resultados de MOUs firmados desde 2024, com programas de cooperação como exibiciones itinerantes e intercâmbio de talentos. O objetivo é ampliar parcerias e ações concretas para intercâmbio cultural.

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