- O 2º Hong Kong International Cultural Summit ocorre nos dias 22 e 23 de março, no West Kowloon Cultural District, reunindo líderes de 14 países e regiões para debater como instituições culturais podem reimaginar sua relação com as comunidades.
- O evento destaca Suhanya Raffel (diretora do M+); Dr Louis Ng (diretor do Hong Kong Palace Museum) e Betty Fung (CEO da West Kowloon Cultural District Authority) como figuras-chave para entender o tema.
- Raffel afirma que M+ foi criado a partir de consulta pública para ser “museu mais” e promover diálogo entre visões regionais, com painéis que incluem speakers do Senegal, Emirados Árabes e Brasil.
- Fung apresenta WestK como ecossistema cultural completo, com parque de arte de 11 hectares e programação que envolve museus, artes performáticas, espaços abertos e comércio; aponta financiamento não recorrente como desafio e a Greater Bay Area como oportunidade de público.
- Ng explica que o público da Hong Kong Palace Museum é, em média, 33 anos, com aumento de interesse por conteúdos multilíngues e uso de IA para personalização; destaca parcerias internacionais com museus como Louvre e Victoria and Albert, além de MOUs já assinados para projetos de cooperação.
O Hong Kong International Cultural Summit retorna aos dias 22 e 23 de março, no West Kowloon Cultural District (WestK). Líderes culturais de 14 países debatem como instituições reimaginam o relacionamento com as comunidades. O evento ocorre em Hong Kong para promover diálogo entre museus, artes cônicas e planejadores culturais distritais.
Suhanya Raffel, diretora do M+, Louis Ng, diretor do Hong Kong Palace Museum, e Betty Fung, CEO da West Kowloon, compartilham visões sobre público e ecossistema cultural. O tema central é a participação das comunidades na evolução das instituições.
O que acontece e quem participa
Raffel afirma que comunidades moldam museus e vice-versa, citando consultas públicas na criação do M+. Painéis em que palestrantes de Senegal, Emirados Árabes e Brasil discutem relações com o público devem marcar a agenda. O objetivo é ampliar diálogos regionais.
Ng destaca a experiência integrada de WestK, que conecta museus, artes performativas, parques e espaços de convivência. A ideia é oferecer uma experiência cultural contínua, além de visitas pontuais a cada instituição.
Audiência e impacto
Raffel informa que o M+ recebeu mais de 10,8 milhões de visitantes desde a abertura, com 2,6 milhões no último ano. A maioria tem entre 18 e 44 anos, refletindo público jovem. Entre 30% e 35% são residentes de Hong Kong, e 60% a 70% vêm de fora.
Ng observa que o perfil da plateia do Palace Museum é de cerca de 33 anos de média, com visitas mais longas a exposições populares. A equipe avalia ampliar textos em outros idiomas e explorar IA para personalização de visitas.
Desafios e perspectivas
Fung aponta a natureza de WestK como ecossistema completo, com museus, artes performativas, praças, comércio e moradia. O maior desafio é a falta de financiamento público recorrente; o apoio vem de desenvolvimento comercial e de uma proximidade com cidades da Grande Baía para diversidade de público.
A diretora enfatiza resultados de MOUs firmados desde 2024, com programas de cooperação como exibiciones itinerantes e intercâmbio de talentos. O objetivo é ampliar parcerias e ações concretas para intercâmbio cultural.
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