- Fundação Vasarely, criada por Victor Vasarely, busca colocar o projeto de volta nos trilhos em 2026, ano do aniversário de 120 anos do artista e de 50 anos do edifício em Aix-en-Provence.
- O prédio, listado como monumento histórico desde 2013, sofreu décadas de negligência e problemas estruturais.
- A fundação leiloou obras há um ano para arrecadar recursos; o governo financiou 85% do orçamento, e a Fundação Vasarely arcou com 15%.
- Das quarenta e duas obras monumentais e de duas esculturas, cerca de metade já foi restaurada; para as peças restantes, o custo fica entre € 100.000 e € 120.000 cada.
- A mostra principal está programada de 12 de junho a 1 de novembro de 2026.
Victor Vasarely’s foundation, dedicada à obra do artista opto‑arte, enfrenta um novo impulso para reverter anos de negligência e dificuldades de financiamento em Aix-en-Provence. A família do pioneiro busca em 2026 um novo capítulo para a instituição criada em 1971.
O prédio em uma colina, que abriga a Fondation Vasarely, celebrou 50 anos em 2026. O conjunto tem fachada marcante em motivo de círculos dentro de quadrados, em preto e branco, mas o interior revela obras monumentais e um jardim parcialmente protegido, mostrando sinais de deterioração.
Há um ano, a fundação promoveu leilão de obras para financiar a restauração do edifício e das obras. A administradora Caroline Vasarely afirmou, em entrevista televisiva, que o financiamento estatal caiu desde 2019, o que dificulta a recuperação do espaço.
O histórico do local remonta à inauguração de 1976, transmitida pela televisão nacional. Ao longo das décadas, houve disputas políticas locais e questões de herança, com as obras sob a guarda da fundação e do então Museu Vasarely, hoje encerrado, gerando uma disputa ainda em curso com a segunda esposa de um dos filhos de Victor.
Foi apenas com a gestão de Pierre Vasarely, desde 2009, que as finanças da instituição começaram a melhorar. O edifício de Aix foi tombado como monumento histórico em 2013, mas anos de descaso comprometeram estruturas como o telhado e o sistema de aquecimento e umidificação.
As obras de restauração passaram por interrupções, agravadas pela pandemia e pela redução de verbas públicas. Segundo a instituição, cerca de 42 murais e duas esculturas foram preservados entre os conjuntos monumentais, com intervenções que envolvem materiais e técnicas diversas.
Para concluir a restauração, a fundação estima custos entre 100 mil e 120 mil euros por obra, dentro de um orçamento de 12 milhões de euros, com 85% financiados pelo governo e o restante arcado pela própria fundação. O ritmo atual continua lento, principalmente para obras de arte específicas.
A instituição privada depende de apoio público para investimentos estruturais, enquanto as atividades de museu enfrentam queda de público. O objetivo é retomar a visitação anterior à pandemia, com a meta de superar o patamar de 102 mil visitantes de 2019.
Entre as estratégias, a fundação aposta em 2026 como ano decisivo, com uma grande exposição para marcar o 120º aniversário de Victor Vasarely e os 50 anos da abertura do prédio, prevista para ocorrer entre 12 de junho e 1º de novembro. A proximidade com a casa de família de Cezanne, reaberta como centro de estudo, também é citada como oportunidade de reforçar a relevância do espaço.
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