- O presidente Emmanuel Macron e o primeiro-ministro Sébastien Lecornu nomearam Catherine Pégard como nova ministra da Cultura, cargo ocupado anteriormente por Rachida Dati.
- Pégard substitui Dati, que concorre à prefeitura de Paris nas eleições municipais de meados de março.
- Ela comandou o Château de Versailles por treze anos, trabalha como assessora de cultura de Macron desde 2024 e já foi jornalista política e editora da revista Le Point.
- Dati assume a pasta em meio a cortes de orçamento e ao furto das joias da coroa do Louvre, ocorrido em outubro; uma investigação parlamentar ressalta falhas de segurança no museu, e a diretora do Louvre, Laurence des Cars, deixou o cargo um dia antes de sua saída.
- Entre as controvérsias associadas a Dati estão propostas de restituição de bens coloniais e um projeto de fusão de radiodifusoras; a ex-ministra também enfrenta processo em setembro por possível lobby ilícito para a Renault, que ela nega.
Catherine Pégard foi nomeada nova ministra da Cultura pela presidente Emmanuel Macron e pelo premiê Sébastien Lecornu. A nomeação substitui Rachida Dati, que concorre ao cargo de prefeita de Paris nas eleições municipais de março.
Pégard comandou o Château de Versailles por 13 anos e desde 2024 atua como conselheira de cultura de Macron. Ela também trabalhou como jornalista e editora do semanário Le Point, além de ter sido redatora de discursos para Nicolas Sarkozy.
Rachida Dati deixa uma pasta marcada por cortes no orçamento e abalada pelo furto dos tesouros da França no Louvre, em outubro. Uma investigação parlamentar aponta falhas na segurança do museu, e o diretor do Louvre, Laurence des Cars, deixou o posto um dia antes.
Dati ocupou o cargo por 25 meses, enfrentando quatro mudanças de governo. A imprensa crítica que seu legado ficou aquém do que se esperava, com reportagens sobre ineficiência e barulho político durante a gestão.
Contexto e controvérsias
O mandato de Dati incluiu uma proposta de devolução de bens coloniais, sem entrada de novas leis. Também ficou em curso um projeto de fusão das emissoras públicas, que está paralisado. Críticas apontam relações tensa com o meio artístico.
Durante o período, a ministra teve relação conflituosa com a imprensa. Investigações sobre recebimentos de empresas antes da posse geraram desconfianças sobre uso de influência. Ela nega irregularidades e irá ao foro em setembro para tratar de acusações.
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