- Artistas de Los Angeles atingidos pelos incêndios, entre eles Kelly Akashi, Christina Quarles, Adam Ross e Kathryn Andrews, refletem sobre o último ano sem suas casas.
- A Anderson Ranch Arts Center, no Colorado, oferece residências gratuitas de cinco semanas para quinze artistas impactados.
- Um projeto memorial pretende transformar chaminés de casas de Palm Palisades, projetadas por arquitetos famosos, em memória das vítimas.
- Museus da cidade contaram com comunicados a financiadores distantes para assegurar que as obras ficassem em segurança durante a passagem das chamas.
- A recuperação envolve leilões, exposições-relâmpago e iniciativas coletivas para apoiar artistas e trabalhadores da arte, além de discutir a possível insurabilidade de obras.
Os incêndios florestais de 2025 em Los Angeles provocaram danos significativos ao setor cultural da cidade. Artistas afetados perderam casas e estúdios, enquanto instituições de arte tiveram que reagir rapidamente para proteger obras e apoiar a comunidade criativa.
Entre os afetados estão Kelly Akashi, Christina Quarles, Adam Ross e Kathryn Andrews, que tiveram de lidar com a perda de imóveis na região de Eaton e Palisades. Historiadores de arte e curadores trabalham para entender o impacto humano e patrimonial dessa tragédia.
O Centro Anderson Ranch Arts, no Colorado, anunciou residências gratuitas de cinco semanas para 15 artistas impactados, visando oferecer tempo e espaço para retorno criativo após a perda de casa ou estúdio.
Mudanças no memorial e preservação
Um projeto de memorial em Los Angeles busca preservar chaminés de residências em Pacific Palisades projetadas por arquitetos renomados, como Richard Neutra. As peças seriam parte de uma homenagem às vítimas.
Em Getty e Norton Simon, diretores ligaram a lenders distantes para tranquilizá-los sobre a segurança de obras de arte durante o avanço do fogo, já que as chamas se aproximaram das áreas de campus.
Recuperação e aprendizados
Curadores do Fowler Museum e de outras instituições exploram práticas de manejo de fogo de povos nativos para orientar respostas a crises atuais. A ideia é combinar técnicas históricas com planejamento moderno de contingência.
Eventos de arrecadação, tanto na Califórnia quanto em Nova York, mobilizam o setor para apoiar artistas e trabalhadores da indústria afetados. As ações visam fornecer recursos imediatos e sustentar programas de longo prazo.
Compromissos de artistas e espaços
Fotógrafos e pintores, como Martin Schoeller e Cynthia Daignault, ofereceram novas versões de obras perdidas. Vários espaços e galerias estão ajustando cronogramas de exibição para acomodar os artistas atingidos.
Frieze Los Angeles manteve as ações programadas, mas replanejou exposições e eventos, além de lançar iniciativas de arrecadação para apoiar quem perdeu casa, estúdio ou obras.
Infraestrutura, seguros e perspectivas
A resposta de armazenamento e manuseio de obras foi testada pela expansão das evacuações, com equipes agindo rapidamente para proteger acervos. Há preocupação com a possível alta de custos de seguro para arte na região.
Uma exposição pop-up curada por Aram Moshayedi reuniu obras de artistas atingidos, fortalecendo a visibilidade do impacto e as ações de apoio, incluindo peças de Akashi, Andrews, McCarthy e Tater.
Observatório e próximos passos
Ao longo da crise, museus e galerias reforçaram planos de contingência e exploraram parcerias com organizações de patrimônio cultural. O objetivo é reduzir vulnerabilidades futuras e apoiar a comunidade criativa.
A cobertura do tema também inclui discussões sobre o papel da mídia, redes de solidariedade e fontes de financiamento de calamidade, para manter o público informado sobre a recuperação do setor.
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