- A França nomeou Christophe Leribault como novo chefe do Louvre, para comandar a recuperação do museu após o roubo de joias e as greves.
- Leribault substitui Laurence des Cars, que pediu demissão na terça-feira, conforme anúncio do Ministério da Cultura.
- O roubo, em outubro, envolveu joias avaliadas em US$ 102 milhões e revelou falhas de segurança no museu.
- Leribault, de sessenta e dois anos, é historiador de arte e já dirigiu o Musée d’Orsay e o Orangerie, além de ter sido diretor do Palácio de Versailles desde 2024.
- O Louvre enfrenta, além do furto, greves por salário e condições, vazamentos d’água e investigações sobre fraude com ingressos que teriam movimentado mais de € 10 milhões. Um relatório de auditores recomendou priorizar segurança e infraestrutura.
O governo francês nomeou Christophe Leribault como novo diretor do Louvre nesta quarta-feira, visando reerguer o museu mais visitado do mundo após o roubo de joias e uma série de greves. Leribault substitui Laurence Des Cars, que pediu afastamento na terça-feira. O anúncio foi feito pelo Ministério da Cultura, em meio a críticas pela segurança.
O escolhido tem 62 anos, é historiador de arte do século XVIII e já dirigiu o Musée d’Orsay e o Orangerie, em Paris, antes de assumir o Château de Versailles em 2024. Ele já ocupou o cargo de subdiretor do departamento de artes gráficas do Louvre entre 2006 e 2012.
Além do furto de outubro, que envolve joias avaliadas em cerca de US$ 102 milhões e permanece sem solução, o Louvre viveu paralisações provocadas por greves sobre salários e condições de trabalho. Vazamentos de água e uma investigação de fraude de ingressos também impactaram a rotina do museu.
Contexto e próximos passos
A pasta da Cultura afirmou que Leribault priorizará a segurança do prédio, das coleções e das pessoas, buscando restabelecer a confiança e conduzir as transformações necessárias para a instituição. O novo diretor assume em meio a auditorias estatais que recomendam redirecionar recursos para infraestrutura e segurança.
Levar o Louvre a um patamar de maior confiabilidade envolve reforçar equipes, revisar protocolos de vigilância e otimizar a governança interna. O anúncio ocorre pouco depois de a gestão anterior enfrentar críticas públicas pela resposta aos incidentes.
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