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Amanda Ross-Ho apresenta nova performance na Frieze Los Angeles

Performance duracional empurra Terra inflável de 16 pés ao redor do campo do aeroporto de Santa Monica por quase trinta horas, destacando o peso do trabalho humano

For her durational performance *Untitled Orbit (MANUAL MODE)* (2026), the artist Amanda Ross-Ho will push a 16ft inflatable Earth around the Santa Monica airport football pitch throughout the fair
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  • A artista Amanda Ross-Ho apresentará a performance duracional Untitled Orbit (MANUAL MODE) durante Frieze Los Angeles, movendo um globo inflável de 16 pés ao redor do Campo de Futebol do Aeroporto de Santa Monica, no campo de três acres.
  • A ação ocorre ao longo de todo o horário da feira, totalizando quase trinta horas em quatro dias.
  • O globo traz a imagem Blue Marble, foto famosa da Nasa de 1972, e a obra funciona como uma medida do tempo e do esforço humano durante o evento.
  • A instalação procura traduzir o trabalho do artista e a fadiga humana diante da pressa do mercado de arte, com foco no ritmo do passeio ao redor do campo.
  • Ross-Ho admite que haverá imprevisibilidade e falhas: vento, rasgos ou cansaço podem ocorrer, e a performance pode parecer absurda, divertida ou dolorosa.

Amanda Ross-Ho apresenta uma nova performance duracional em Frieze Los Angeles, usando o espaço de três acres no campo de futebol do aeroporto de Santa Monica. A artista faz, durante as horários de abertura da feira, um percurso contínuo com uma esfera inflável de 16 pés ao redor da borda do campo.

A obra Untitled Orbit (MANUAL MODE) (2026 coloca o corpo em movimento constante. A cada volta, a performer transforma o ato físico em medidor do tempo de duração da feira, estimado em quase 30 horas ao longo de quatro dias. O globo inflável fica preso a um circuito ao ar livre, em circulação permanente.

A ideia surgiu ao observar crianças jogando no espaço durante a visita inicial ao local. O peso estimado da peça é de cerca de 75 libras, tornando o gesto uma tarefa física e mental. A duração do percurso funciona como “container” para o tempo do evento, segundo a artista.

Sobre a obra

O globo traz a famosa foto Blue Marble de 1972, registrada pela Nasa, repetidamente presente no trabalho de Ross-Ho. A artista vê contradições entre a imagem grandiosa do planeta e a percepção de escala frente ao espaço de exposição.

Ross-Ho é reconhecida por instalações que conciliam monumentalidade e memória com toque lúdico. Em trabalhos anteriores, ela explorou portas de casa de repouso como fichas de uma performance invisível, enquanto a nova peça torna esse desempenho público.

Objetivo e encenação

Embora o globo aluda a questões climáticas, a executora busca visualizar o labor humano e o giro contínuo da vida. A artista afirma que a produção expõe a exaustão presente no ecossistema de feiras de arte, dealers e colecionadores, sem tornar a peça apenas crítica.

A performer admite a possibilidade de falhas durante a apresentação, como vento ou rasgos no inflável, além de cansaço físico. O projeto envolve entrega ao acaso, com elementos de humor e eventual autodepreciação no decorrer da montagem.

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