- Relíquias de são Francisco de Assis são expostas ao público pela primeira vez em quase oito séculos, na Basílica de São Francisco, em Assis, Itália, iniciando neste domingo.
- A mostra ficará aberta por um mês, até 22 de março, com acesso controlado por grupos de cerca de 750 pessoas a cada meia hora.
- Quase 400 mil pessoas de todo o mundo já se inscreveram para ver o sarcófago de pedra que abriga os restos mortais do santo.
- O caixão foi transferido cerimonialmente da cripta para a basílica no sábado, e os ossos agora ficam visíveis em uma vitrine de vidro grosso e à prova de balas na igreja inferior.
- A exposição ocorre no 800º aniversário da morte de são Francisco, que renunciou à riqueza para dedicar a vida aos pobres; as celebrações em Assis seguem após o fim da mostra.
Os restos mortais de São Francisco de Assis foram expostos ao público pela primeira vez em quase oito séculos. A mostra acontece na Basílica de São Francisco, em Assis, na região central da Itália, com duração de um mês.
Quase 400 mil pessoas de todo o mundo já se inscreveram para visitar as relíquias, que ficam em uma vitrine de vidro à prova de balas na igreja inferior. O caixão foi transferido cerimonialmente no sábado.
Grupos de cerca de 750 visitantes podem entrar a cada 30 minutos, após passarem por detectores de metal. O acervo fica aberto ao público desde este domingo, com filas longas formadas na área externa.
Contexto histórico
Francisco de Assis, nascido por volta de 1181, renunciou à riqueza e fundou a ordem franciscana. O esqueleto está em um sarcófago de pedra, que passou por reformas para a nova exibição.
O tombamento original foi aberto em 1818 pelo papa Pio VII, criando uma cripta para o relicário. A mostra atual marca o 800º aniversário de sua morte, segundo organizadores.
Significado regional e litúrgico
Assis é um dos principais destinos de peregrinação do cristianismo mundial, com a basílica decorada por afrescos de Giotto. A cidade, com cerca de 27,5 mil habitantes, recebe milhões de visitantes por ano.
A cidade celebra ainda o legado de Carlo Acutis, canonizado recentemente, que permanece na igreja de Santa Maria Maggiore, próxima à basílica. Acutis é visto como modelo para jovens cristãos.
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