- Mais de 200 profissionais de artes assinaram uma carta aberta ao Barbican Centre, em Londres, criticando a comunicação sobre a saída de Devyani Saltzman, diretora de artes e participação.
- Saltzman afirmou que a saída deve-se a uma reestruturação organizacional e que o cargo não será substituído; ela deve deixar o Barbican em maio.
- O Barbican informou inicialmente que não comentaria assuntos de pessoal, later passaram a afirmar que Saltzman saiu “após uma fase de transição artística e organizacional”.
- A carta pede explicação pública sobre a decisão, dados atualizados sobre a diversidade na liderança e governança, e como a decisão impacta metas de igualdade e anti-racismo.
- O Barbican tem histórico recente de debates sobre racismo institucional e lançou, em 2024, um plano de ação anti-racista; assinantes da carta incluem nomes como John Akomfrah, Jasleen Kaur e Salman Rushdie.
Mais de 200 profissionais das artes, entre eles os artistas John Akomfrah e Jasleen Kaur, assinaram uma carta aberta ao Barbican Centre, em Londres, expressando profunda decepção e preocupação com a saída de Devyani Saltzman, diretora de artes e participação. Saltzman afirmou que a mudança decorre de uma reestruturação organizacional e que seu cargo não será reposto. Ela deve deixar o cargo em maio, após ter sido nomeada em 2024. O Barbican iniciou o ano com Abigail Pogson como nova CEO.
Os signatários criticam a comunicação do Barbican sobre a saída de Saltzman, defendendo que o tema extrapola questões de recursos humanos. O grupo destaca que o Barbican é uma instituição cultural pública, financiada e mantida em confiança pela cidade e pelo país. O Barbican inicialmente não comentou decisões específicas sobre pessoal, depois publicou que Saltzman deixa a instituição em meio a um período de transição artística e organizacional.
Pedido de transparência e dados de diversidade
A carta solicita uma explicação pública sobre as razões e o processo que levaram à redução do papel de Saltzman, bem como o status da posição. Também pede divulgação de dados atualizados sobre a diversidade na liderança e na governança do Barbican, e como a decisão afeta metas de igualdade e anti-racismo da instituição.
Contexto institucional e histórico
A carta menciona impactos setoriais de decisões em cargos de alta liderança, citando casos anteriores no Barbican, como a saída de um diretor-geral em 2021 após críticas sobre racismo institucional. O Barbican divulgou um plano de ação anti-racismo, finalizado em 2024, com prioridade para treinamento, canais de denúncia e programa de patrocínio para grupos globais majoritários.
Repercussão e próximos passos
Entre os signatários estão outras figuras de destaque, como o romancista Salman Rushdie e curadores independentes. O texto pede uma resposta honesta e transparente com um plano de ação concreto. Sem essa resposta, os signatários afirmam que podem reconsiderar a relação com a instituição. O Barbican, ao contato, remeteu a uma nota de imprensa para comentários.
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