- A National Gallery prevê déficit de cerca de £ 8,2 milhões no próximo ano, levando a cortes significativos.
- Os cortes podem reduzir exposições gratuitas, aumentar exposições pagas e diminuir empréstimos internacionais de obras de arte, além de tornar mais caro o ingresso.
- Haverá um regime de saída voluntária para todos os funcionários e, se não houver economia suficiente, demissões compulsórias são possíveis.
- Motivos citados incluem aumento de custos operacionais, renda estagnada e pressões comerciais, que exigem uma nova estrutura de funcionamento.
- O orçamento atual contempla ações de sustentabilidade, com foco em equilibrar a missão artística e educativa e manter o projeto de expansão, como o Domani, para um novo anexo de arte moderna.
A National Gallery anunciou cortes significativos para enfrentar um déficit de 8,2 milhões de libras no próximo ano. A medida pode reduzir exposições gratuitas, ampliar shows pagos e elevar o preço de ingressos. A justificativa é o aumento de custos operacionais e renda estagnada.
Segundo a instituição, cortes atingirão áreas como programas públicos e atividades cujo custo não se justifica mais. Também será oferecido um plano de saída voluntária com incentivos financeiros; se não houver economia suficiente, demissões também poderão ocorrer.
A direção informou que, devido a circunstâncias fora de seu controle, é necessário buscar sustentabilidade. Um ajuste estrutural deverá equilibrar missão artística com a nova operação do museu.
No último exercício, o déficit não parecia iminente graças à exposição de Van Gogh, que atraiu 335 mil visitantes. Este ano, a galeria planeja uma mostra com retratos de Van Eyck reunidos pela primeira vez.
Para o ano fiscal que termina em março, o déficit esperado é de cerca de 2 milhões de libras, podendo subir a 8,2 milhões no ano seguinte, segundo a Art Newspaper. As taxas de operações e inflação pesam sobre o orçamento.
O museu registrou queda de público após a pandemia, com 3,8 milhões de visitantes nos 12 meses encerrados em setembro de 2025. A recuperação ainda não atingiu o nível de antes da Covid, quando chegava a 6 milhões.
A galeria celebrou seu bicentenário e investe no Projeto Domani, que prevê uma nova ala para arte moderna. Doações anunciadas, cada uma de 150 milhões de libras, vieram de Crankstart Foundation e Julia Rausing Trust.
A National Gallery recebe aporte anual de 32 milhões de libras em verba governamental. O Departamento de Cultura informou que está em contato próximo com a instituição sobre a posição financeira.
A instituição destaca que precisa de um “reset estratégico”. A direção afirma que, apesar dos desafios, é essencial adaptar-se ao cenário global atual para manter a relevância e a oferta educativa.
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