- Tracey Emin vive em Margate, lançou uma fundação e prepara uma grande exposição no Tate Modern chamada Second Life, que revisita cerca de quarenta anos de carreira.
- Em 2020, a artista teve câncer de células escamosas, passou por cirurgia extensa e ficou sem bexiga, entre outros procedimentos; encara infecções frequentes e o uso constante de suporte médico.
- A vida sem bexiga é dura: exige gerenciamento de bolsa de ureostomia, com necessidade de urinar com frequência e cuidado para evitar vazamentos, especialmente em locais públicos.
- A mostra no Tate Modern inclui obras antigas e recentes, como My Bed e fotos do corpo pós-operatório, além de abordar temas como aborto em instalações específicas.
- Emin também comenta pobreza infantil em Margate, o papel da arte na economia local e critica a agenda de reformas políticas, defendendo educação artística e a importância da arte como alimento para a humanidade.
Tracey Emin, reconhecida por obras como My Bed, está em Margate, no sul da Inglaterra, para uma entrevista sobre sua vida, obra e o mais recente capítulo de carreira. A visita acontece enquanto se prepara para a exposição Tracey Emin: A Second Life no Tate Modern, que abre em 27 de fevereiro.
A entrevista aborda a relação da artista com a doença, a residência em Margate e o impacto da saúde na produção. Emin conta ter enfrentado câncer de células escamosas em 2020, passando por cirurgia complexa que incluiu remoção de vesícula, parte do intestino e outras reconstruções.
Ela vive hoje entre Margate, Londres e Provence, dedicando-se a uma fundação e a um ecossistema de estúdios e residências artísticas na cidade litorânea. O objetivo é revitalizar a região e apoiar jovens artistas locais.
O retrato pessoal inclui a decisão de abandonar hábitos nocivos, reconhecer vulnerabilidade física e manter a prática artística como eixo central. Emin descreve a produção como um processo de “viagem” entre o que vê e o que faz no ateliê.
Sobre a exposição no Tate Modern
A mostra não é uma retrospectiva tradicional, mas reúne cerca de quatro décadas de trabalho, incluindo obras de início de carreira, séries fotográficas pós-operatórias e a famosa instalação My Bed. Também haverá peças sobre aborto, tema recorrente em sua trajetória.
Emin comenta a audiência de críticas passadas sobre seu trabalho e reflete sobre como o olhar público mudou com o tempo. Ela ressalta que a arte, para ela, é uma forma de empoderamento e de experimentar diferentes modos de expressão.
Tracey Emin mantém o foco na educação como caminho para redução da pobreza e na promoção de oportunidades artísticas. Ela enfatiza a importância de apoiar jovens talentos e de investir em cultura como motor de desenvolvimento local.
A artista descreve Margate como seu lar atual e evidencia o papel de iniciativas culturais na economia local, como a Turner Contemporary e projetos de extensão cultural, apesar de fatores políticos regionais que influenciam a cidade.
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