- A artista austríaca Florentina Holzinger vai se juntar à galeria Thaddaeus Ropac.
- Ela irá representar a Áustria na 61ª Bienal de Veneza, com a apresentação SEAWORLD VENICE, de maio a novembro de 2026, em performances site-specific pela cidade.
- Trabalhar em uma galeria, em vez de um teatro com público fixo, representa um novo desafio para Holzinger, que explora diferentes contextos e expectativas de espaço.
- Holzinger é conhecida por performances radicais, já ganhou o Prêmio Nestroy em 2020 pela peça TANZ, que mescla balé clássico e spectacle surreal; sua estreia norte-americana ocorreu no NYU Skirball.
- A primeira exposição na Thaddaeus Ropac está marcada para o outono de 2027.
Florentina Holzinger, artista do Pavilhão da Áustria, vai se associar à galeria Thaddaeus Ropac. A confirmação acontece enquanto a coreógrafa prepara a representação da Áustria na 61ª Bienal de Veneza neste ano.
O projeto SEAWORLD VENICE reúne performances site-specific pela cidade italiana, com estreia prevista entre maio e novembro de 2026. Holzinger encara a mudança de espaço entre galeria e teatro como novo desafio criativo.
Para a artista, trabalhar em uma galeria representa empurrar limites entre formatos e públicos. O objetivo é questionar costumes, espaços e expectativas, mantendo a pesquisa em contextos visuais distintos.
SEAWORLD VENICE: conceito e cenário
A Bienal destaca Veneza como cidade vulnerável a elevação do nível do mar. O projeto é descrito como um parque temático subaquático com funções de tratamento de esgoto e elementos sagrados, articulando questões ecológicas.
Nora-Swantje Almes, curadora do Pavilhão da Áustria em 2026, ressalta que Holzinger sugere um cenário apocalíptico já presente, ampliando os limites do possível e provocando reflexão sobre o papel humano no ecossistema.
Parcerias e programação futura
A primeira exposição da artista na galeria Thaddaeus Ropac está prevista para o outono de 2027. A galeria afirma que as obras poderão ser utilizadas de forma autônoma e ativadas sem depender exclusivamente de performances.
Thaddaeus Ropac acrescenta que o acervo refletirá gravidade e patina das performances, mas poderá ser apreciado em espaço neutro, sem necessidade de apresentação ao vivo para explicar o conjunto.
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