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Exposição sobre Frantz Fanon reacende debate sobre educação antirracista

Exposição sobre Frantz Fanon no Museu das Favelas impulsiona debate sobre educação antirracista e planejamento pedagógico contínuo

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O projeto Lá Vem História visa preparar professores para educação antirracista
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  • Exposição “Imaginação Radical – 100 anos de Frantz Fanon” está em cartaz no Museu das Favelas, no centro de São Paulo, com foco visual e multimídia.
  • A mostra também funciona como ferramenta de conscientização sobre educação antirracista para estudantes da educação básica, dentro e fora da escola.
  • Especialistas Leo Bento e Andréa Ladeira, da Inaperê, defendem que o ano letivo comece com leituras antirracistas para planejar e estruturar o projeto educativo o ano inteiro.
  • A curadoria é apontada como crucial: ampliar referências negras, indígenas e perspectivas decoloniais, relacionando leitura à realidade da gestão escolar e à prática pedagógica.
  • Leis 10.639 e 11.645 devem orientar o currículo como diretrizes estruturantes, com foco na revisão de materiais, metodologias interdisciplinares e protocolos de convivência.

A exposição Imaginação Radical – 100 anos de Frantz Fanon está em cartaz no Museu das Favelas, no centro de São Paulo. O formato multimídia combina arte e educação, indo além da celebração de Fanon para provocar reflexão sobre práticas antirracistas na educação básica.

Promotores e consultores da Inaperê apresentaram a mostra como ferramenta de conscientização para docentes e estudantes. A proposta é levar o tema para o cotidiano escolar, ampliando o debate para formação de educadores diante do racismo estrutural.

Para Leo Bento e Andréa Ladeira, fundadores da Inaperê, o início do ano letivo é decisivo. Eles defendem que leituras antirracistas devem compor o planejamento desde janeiro, fortalecendo o projeto educativo ao longo de todo o ano, e não apenas em datas simbólicas.

Segundo os especialistas, a curadoria precisa romper com referências eurocêntricas e privilegiar intelectuais negros, indígenas e perspectivas decoloniais. A ideia é ampliar a compreensão das relações raciais e promover transformações no cotidiano escolar.

A leitura recomendada deve dialogar com a realidade da gestão educacional brasileira, considerando raça, gênero, classe e território, bem como fenômenos como o colorismo. Leis 10.639 e 11.645 são vistas como diretrizes curriculares, não meras exigências burocráticas.

A abordagem proposta envolve revisão de materiais didáticos, metodologias interdisciplinares e protocolos de convivência baseados na pedagogia da reparação. Ao manter estudo contínuo, o ambiente escolar fica mais seguro e acolhedor para estudantes negros e indígenas.

Na prática, a exposição busca conectar teoria e atuação escolar, oferecendo caminhos para a mediação de conflitos e diálogo com famílias e comunidades. A iniciativa destaca que a educação antirracista é parte da cultura institucional, não uma intervenção pontual.

Curadoria e práticas pedagógicas

  • A leitura antirracista precisa dialogar com as realidades da gestão escolar e com as dinâmicas de inclusão.
  • A seleção de textos deve priorizar vozes não hegemônicas e narrativas que expandam a compreensão das relações raciais.
  • A aplicação prática das obras envolve alinhamento com políticas públicas e com a realidade local das escolas.

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