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Plano para hotel de Trump em Belgrado cai após indiciamento do ministro da cultura

Planos de transformar sede militar em Belgrado em hotel de luxo ligado a Trump são abandonados após indiciamento do ministro da cultura e de oficiais

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A protest in Belgrade in November against the plan to demolish the former Yugoslav army headquarters and build a luxury hotel on the site
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  • Planos para transformar o antigo Quartel General do Exército Iugoslavo em Belgrado em um complexo de luxo com hotel Trump foram cancelados após a acusação do ministro da cultura e de outros oficiais.
  • A Affinity Global Development, ligada a Jared Kushner, retirou-se do projeto, pouco tempo depois das denúncias contra autoridades culturais.
  • Os acusados respondem por abuso de função e falsificação de documentos; a Affinity Global Development não é apontada como envolvida em irregularidades.
  • O caso ocorre em meio a debates sobre a proteção de patrimônios e à ampliação de críticas sobre a descaracterização de imóveis Modernistas, como o Generalštab.
  • O tema já mobiliza preocupação internacional e locais sobre o destino de outros sítios históricos em Belgrado e na Sérvia.

O projeto para converter a antiga sede do exército jugoslavo, em Belgrado, em um complexo de luxo com um hotel Trump, foi descartado após a detenção de autoridades culturais sérvias. A Affinity Global Development, ligada a Jared Kushner, retirou-se da empreitada ao conhecer as acusações contra o governo.

Entre os indiciados estão Nikola Selaković, ministro da cultura; Slavica Jelača, funcionária do ministério; Goran Vasić, diretor interino do Instituto Republicano de Proteção de Monumentos Culturais; e Aleksandar Ivanović, diretor interino do Instituto de Proteção de Monumentos de Belgrado. Os promotores alegam abuso de poder e falsificação de documento público. Não há relação indicada entre a Affinity e as acusações.

O caso ganhou relevância pela possível revisão do status de proteção do complexo Generalštab, um marco do Modernismo yugoslavo, para viabilizar o projeto. A construção tem sido alvo de acalorada discussão pública desde a tentativa do governo de alterar a legislação de proteção patrimonial no fim de 2024.

A controvérsia envolve também o desgaste de tensões entre memória histórica e desenvolvimento imobiliário, com protestos já realizados na capital. Membros de comunidades locais relacionam o episódio a um padrão de intervenções governamentais que privilegiam negócios sobre a preservação.

Contexto de patrimônio

No último ano, outros sítios históricos enfrentaram ameaças semelhantes. Em janeiro de 2025, o Hotel Jugoslavija foi demolido para um empreendimento residencial e comercial avaliado em 500 milhões de euros. Em Šabac, a Casa do Exército da Iugoslávia de 1962 pode ser vendida a investidores privados.

Especialistas veem o caso como indicativo de disputas entre desenvolvimento imobiliário e memória pública. Um pesquisador aponta que residem preocupações sobre a preservação de símbolos da era socialista versus necessidades de urbanização. A discussão envolve a proteção de memoriais da cidade de Belgrado.

A repercussão internacional aumentou com observadores chamando atenção para diretrizes de proteção do patrimônio. Organizações de preservação pedem processos estratégicos para entender e defender o patrimônio moderno do século XX, frente a decisões administrativas que afetem monumentos.

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