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Alfaiataria e gravata retornam como tendências no mundo da moda

Grifes renomadas ressuscitam a gravata na moda feminina, simbolizando poder e resistência em tempos de repressão social.

Bella Hadid no desfile da coleção de verão 2025 de Saint Laurent (Foto: GettyImages)
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A gravata está voltando à moda feminina, simbolizando poder e a luta por igualdade de gênero. Recentemente, marcas como Saint Laurent e Emporio Armani mostraram o acessório em seus desfiles, e celebridades como Nicole Kidman e Doechii também estão usando. A gravata, que tem origem na aristocracia europeia e na moda militar, começou a ser adotada por mulheres durante movimentos de emancipação. Especialistas afirmam que esse uso representa uma quebra de normas de gênero e uma afirmação de poder. A gravata se tornou um símbolo de resistência, especialmente para a comunidade LGBTQIAP+. A estilista Marie Salles destaca que a gravata transmite elegância e firmeza, enquanto a especialista Iza Dezon observa que o uso de roupas masculinas por mulheres reflete uma estética de repressão. A coleção de inverno de 2025 de Thom Browne traz uma abordagem mais leve, permitindo que todos brinquem com os estilos de vestuário.

A gravata, símbolo de poder e emancipação, está de volta à moda feminina. Recentemente, desfiles de grifes como Saint Laurent e Emporio Armani destacaram o acessório, que foi adotado por celebridades como Nicole Kidman e Doechii. Esse retorno reflete a luta por equidade de gênero em um cenário de repressão social.

Historicamente, a gravata tem raízes na aristocracia europeia e na moda militar, mas sua adoção por mulheres começou a ganhar força com movimentos de emancipação. A consultora de imagem Mônica Girão afirma que essa visita ao armário masculino representa uma quebra de gênero e uma afirmação de poder. A palavra “cravate”, de origem croata, remete ao uso de faixas de tecido por cavaleiros no século XVII, que evoluiu para um acessório essencial na indumentária da burguesia.

A conexão entre a gravata e a emancipação feminina é evidente em figuras icônicas como Marlene Dietrich, que popularizou o uso de smoking e gravata nos anos 1930. Yves Saint Laurent, em 1966, elevou o smoking feminino a um clássico, influenciando gerações. A gravata tornou-se um símbolo de resistência e expressão, especialmente entre o público LGBTQIAP+.

A estilista Marie Salles, responsável pelo figurino da novela “Vale Tudo”, destaca que a gravata transmite “austeridade, firmeza e elegância”. Para a especialista em tendências Iza Dezon, o uso de códigos masculinos pelas mulheres reflete uma estética de recessão e repressão. Ela observa que, em 2025, a necessidade de se vestir dessa maneira para se impor é um eco do patriarcado. A coleção de inverno de 2025 de Thom Browne exemplifica uma abordagem mais leve e criativa na moda, permitindo que todos brinquem com os códigos de vestuário.

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