A partir de fevereiro até abril, conforme as regiões vitícolas, a sève da videira retoma seu fluxo após o período de dormência. Esse fenômeno é impulsionado pelo aumento das temperaturas e pela extensão dos dias, que ativam a pressão nas raízes. Após a taille (corte) dos sarments, a sève começa a escorrer pelas feridas, formando […]
A partir de fevereiro até abril, conforme as regiões vitícolas, a sève da videira retoma seu fluxo após o período de dormência. Esse fenômeno é impulsionado pelo aumento das temperaturas e pela extensão dos dias, que ativam a pressão nas raízes. Após a taille (corte) dos sarments, a sève começa a escorrer pelas feridas, formando gotículas. Essas “lágrimas” não indicam sofrimento, mas são um mecanismo natural de cicatrização.
Esses pleurs, ricos em minerais e ácidos orgânicos, são essenciais para a saúde da videira, pois contêm nutrientes que ajudam na recuperação das feridas e na prevenção de infecções fúngicas. Este fenômeno sinaliza o fim do repouso invernal e o início do ciclo vegetativo, que culminará na colheita meses depois.
Para os vignerons, a aparição dos pleurs é um sinal crucial, indicando que a videira está pronta para o débourrement, ou seja, a eclosão dos brotos. É um momento em que é necessário estar atento às gelées tardives, que podem ameaçar a futura colheita. Assim, os pleurs ressaltam a vitalidade da videira e sua sensibilidade aos ciclos naturais.
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