A reflexão sobre a presença feminina no setor vitivinícola foi trazida à tona pela professora Florine Livat-Pécheux, da Kedge Business School, após uma estudante relatar experiências de discriminação em processos seletivos. Apesar de possuir um Diplôme national d’œnologie (DNO), a estudante enfrentou comentários sexistas, como a ideia de que “as mulheres não podem dirigir tratores”. […]
A reflexão sobre a presença feminina no setor vitivinícola foi trazida à tona pela professora Florine Livat-Pécheux, da Kedge Business School, após uma estudante relatar experiências de discriminação em processos seletivos. Apesar de possuir um Diplôme national d’œnologie (DNO), a estudante enfrentou comentários sexistas, como a ideia de que “as mulheres não podem dirigir tratores”. No entanto, muitas mulheres têm superado esses estereótipos e avançado em suas carreiras, como Anne Le Naour, diretora geral da CA Grands Crus, que destacou que, embora a presença feminina esteja aumentando, elas ainda são minoria em posições de liderança.
Dados recentes revelam que, em 2016, apenas 12% das chefias de explorações vitícolas eram ocupadas por mulheres, e em 2019, elas representavam 33,5% da força de trabalho no setor. Apesar do aumento na formação de mulheres em cursos de enologia, com 47% das novas turmas sendo femininas, as dificuldades persistem. Em uma pesquisa de 2020, 30% das mulheres formadas relataram dificuldades na busca por emprego, em comparação a 16% dos homens.
O Instituto Agro Montpellier destaca-se pela alta taxa de feminização, com 70% de suas alunas sendo mulheres. Embora apenas uma pequena fração dessas estudantes se especialize em viticultura, a paridade é evidente, com 56% a 58% das últimas turmas sendo compostas por mulheres. Além disso, as mulheres dominam as teses de doutorado na área, representando 70% dos pesquisadores, o que pode impactar significativamente o futuro do setor.
A evolução da presença feminina no mundo do vinho é notável, mas ainda há desafios a serem enfrentados. Embora as mulheres estejam cada vez mais presentes em funções de liderança e produção, a luta por igualdade e reconhecimento continua, com a necessidade de ações mais efetivas para garantir a equidade de gênero em todas as esferas do setor.
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