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Diretor de Final Fantasy VII diz que assistir streamers é crise para RPGs sem escolha

Diretor de Final Fantasy VII Revelation vê streaming como crise para RPGs com pouca escolha, dizendo que o jogo precisa oferecer mais agência ao jogador

Square Enix
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  • O diretor Naoki Hamaguchi, de Final Fantasy VII, classificou o streaming como uma “crise” para RPGs se não houver escolha suficiente para o jogador.
  • Ele afirmou que jogos precisam de mais agência e decisões de alto risco para evitar que fãs apenas assistam a streams.
  • O objetivo é que o público se questione o que faria na situação, incentivando a experimentar o jogo por conta própria.
  • A trilogia do remake de Final Fantasy VII amplia mecânicas e momentos da história além do original, contrastando com títulos mais lineares como Final Fantasy XIII e, em menor grau, Final Fantasy XVI.
  • A indústria tem se movido desde bloqueios de streams no lançamento; casos como Persona 5 mostraram regras de streaming, e streaming tem contribuído para a revitalização de JRPGs.

Na apresentação de Final Fantasy VII Revelation no Summer Game Fest, o diretor Naoki Hamaguchi alertou sobre um risco relacionado a streams de RPGs. Ele afirmou que espectadores podem se satisfazer assistindo, sem jogar, o que representa uma “crise” para a experiência do jogo.

Hamaguchi explicou que os jogos precisam oferecer maior agência e escolhas de alto risco para que o público não apenas acompanhe a história. A fala foi publicada pela 4Gamer e traduzida pela Automaton.

Segundo o diretor, a possibilidade de apenas assistir a um streaming poderia desestimular a compra do jogo. Ele destacou a importância de incentivar a experimentação direta do jogador.

A própria franquia Final Fantasy já mostra estratégias diferentes de gameplay. Enquanto alguns títulos anteriores foram mais lineares, o remade trilogy traz mecânicas expandidas e momentos de decisão que vão além do jogo original. O tema contrasta com exemplos de obras mais lineares na série, como algumas ações de Final Fantasy XIII e Final Fantasy XVI.

Historicamente, alguns lançamentos tentaram frear streams desde o início. Por exemplo, Persona 5 teve diretrizes contra streaming com base em avisos de direitos autorais. A indústria tem reagido de forma diferente nos últimos anos.

Mesmo com a popularização de vídeos de gameplay e streams, o interesse por RPGs permanece alto. Segundo a visão de Hamaguchi, a chave é oferecer escolhas que inspirem o jogador a testar seus próprios caminhos dentro do jogo.

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