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Conheça quem salva a versão notória do Doom no SNES

Randal Linden revisita Doom no Super Nintendo com melhorias de hardware modernas via Raspberry Pi, elevando o desempenho e conteúdo

The SNES cartridge for Doom appears in front of a yellow background.
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  • Em mil novecentos e noventa e cinco, Randal Linden criou a versão oficial de Doom para o Super Nintendo, usando o chip Super FX, enfrentando framerate baixo e cortes de conteúdo devido ao hardware limitado.
  • Linden desenvolveu um motor próprio, reescrevendo Doom para o SNES sem manter o código original da Id Software, o que surpreendeu a empresa na época.
  • Décadas depois, Audi Sorlie, da Limited Run Games, e Linden retomaram o projeto para lançar uma versão aprimorada do Doom no SNES, com um Raspberry Pi no cartucho simulando o Super FX.
  • A nova edição traz Doom mais estável, conteúdo adicional e suporte a rumble em controle, mantendo a experiência no hardware do SNES.
  • O esforço combina conhecimento técnico antigo com ferramentas modernas, resultando, segundo os envolvidos, na melhor versão já feita de Doom para o SNES.

O programador Randy Linden projetou uma versão de Doom para o Super Nintendo em 1995, uma adaptação considerada incrível pela técnica, mas limitada pela memória e pela potência do console. O feito ocorreu anos após o lançamento original do jogo para DOS e envolveu trabalho invasivo em cartuchos e hardware.

Desenvolvida pela Sculptured Software em San Diego, a primeira portabilidade do Doom para SNES contou com engenharia própria, incluindo uma ROM modificada e teste direto em um Amiga. O resultado ficou conhecido pela jogabilidade afetada por queda de desempenho, com cortes de conteúdo e mudanças no visual.

O episódio ganha novo capítulo três décadas depois, quando Audi Sorlie, da Limited Run Games, e o próprio Linden discutem revisitar a versão antiga. A ideia ganhou impulso depois que Linden autorizou o acesso ao código-fonte da port SNES em 2020, abrindo espaço para melhorias.

A equipe da Limited Run acredita que é possível aperfeiçoar Doom no SNES mantendo a essência original. O projeto utiliza um circuito parecido com o Super FX, mas hoje via Raspberry Pi para simular o chip e permitir recursos como circle strafing, melhoria de taxa de quadros e rumble em controladores.

O resultado esperado consiste em uma versão para SNES com mais conteúdo, desempenho superior e suporte a hardware moderno, sem abandonar a identidade do Doom do cartucho. A iniciativa envolve testes com protótipos de cartuchos e hardware modificado, ainda sem data de lançamento definida.

A história histórica mostra como uma comunidade de entusiastas busca equilíbrio entre preservação e inovação. Linden, agora com décadas de experiência, revisita o próprio trabalho para redefinir o que é possível no console clássico.

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