- O Los Angeles Times sinaliza que as vendas de mídia física, especialmente DVDs, voltaram a ganhar fôlego entre a geração Z, após queda anterior.
- Em 2026 já surge como potencial o maior ano para esse segmento, com lojas como Cinefile e Vidiots registrando demanda e a Vidiots alugando cerca de 1.000 DVDs por semana.
- lojistas apontam interesse de jovens em conhecer as origens de séries de jogos, buscando um olhar histórico sobre os títulos atuais.
- Fatores ajudam a retomada: streaming com aumentos de preço e anúncios, além de um catálogo antigo que volta a ter relevância, impulsionando a curiosidade por mídias físicas.
- No nicho de jogos, o custo de aquisição de itens usados e a disponibilidade influenciam o interesse dos jovens, levando lojas a buscar abordagens diferentes para manter a cultura de jogos.
O mercado de mídia física revive entre jovens. Dados do Los Angeles Times mostram vendass de DVDs ganhando fôlego entre a Gen Z, após um declínio de 20% em 2024. Em 2025, a queda caiu para 9%, segundo o veículo. A repercussão já chega a livrarias especializadas.
Relatórios indicam que lojas como Cinefile e Vidiots, em parceria com a imprensa local, ajudam a entender o fenômeno. A professora Karla Gachet entrevistou funcionários sobre o 2026, que já aparece como o maior ano para venda de DVDs, com a Vidiots chegando a alugar mil DVDs por semana.
Outra pista vem de lojas independentes. Daniel Teixeira, da A&C Games, em Toronto, observa interesse de jovens em conhecer a origem de séries e franquias de hoje, valorizando o passado de forma pedagógica. A Bowu de cinema também aponta o papel de catálogos frente aos serviços de streaming.
Diamantes na rocha
Desde que abriu, há quatro anos, a RATNEST, em San Bernardino County, tem registrado aumento no público jovem. Robbie Ratnest afirma que o interesse recai sobre títulos obscuros, de anime, horror japonês e cultura pop antiga. A loja adota um ambiente que privilegia cultura antes do lucro.
O proprietário ressalta que não prioriza a valorização comercial dos itens. A ideia é colocar os jogos em mãos de quem realmente aprecia o acervo, mesmo com margens menores. A postura busca sustentar a comunidade em vez de alimentar especulação.
O reverso do cenário envolve custos. O crescimento do preço de itens usados é visto como barreira para novos colecionadores, especialmente após a pandemia. Analistas indicam que esse obstáculo pode exigir estratégias diferenciadas para manter o setor ativo.
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