- Seamus Blackley, cofundador do Xbox, afirmou que a Microsoft pode estar descontinuando gradualmente o console, em entrevista ao GamesBeat publicada na última segunda-feira.
- Segundo ele, o Xbox estaria sendo deixado de lado fora do núcleo de inteligência artificial da empresa, embora a Microsoft não tenha feito anúncio oficial.
- A fala ocorreu após a Microsoft anunciar Asha Sharma como nova CEO do Xbox, substituindo Phil Spencer, e Sarah Bond deixar a companhia.
- Blackley considera a aposta da empresa em IA como um investimento sem precedentes e sugere que seria natural ter alguém da IA à frente da divisão de jogos.
- O cofundador ressalta a complexidade do setor de jogos, que envolve entretenimento, tecnologia, design e distribuição, e diz que quem não gosta de jogos deveria deixar o cargo.
Seamus Blackley, cofundador do Xbox, afirmou em entrevista publicada na segunda-feira passada que o console pode estar sendo descontinuado pela Microsoft. Segundo ele, o Xbox estaria gradualmente saindo de operação, embora a empresa não tenha anunciado oficialmente o fim nem planos de descontinuação.
Blackley reforçou a ideia de que a Microsoft tem investido pesadamente em inteligência artificial, vendo a IA como solução para diversos problemas. Ele disse que a nova CEO do Xbox, Asha Sharma, é quem, segundo o argumento dele, estaria guiando a divisão com esse foco.
A declaração ocorre após a Microsoft confirmar a nomeação de Sharma para a liderança do Xbox, substituindo Phil Spencer, enquanto Sarah Bond deixará a companhia. O cofundador destacou que a indústria de jogos envolve entretenimento, tecnologia, design e distribuição, e que é fundamental ter paixão pelo setor.
O ex-executivo mencionou ainda que a aposta em IA representa um investimento sem precedentes na história dos negócios. Questionou a escolha de uma liderança sem histórico na indústria para comandar um grande estúdio de jogos, destacando a importância de experiência no segmento.
Desafios e contexto do setor de jogos foram ressaltados por Blackley, que enfatizou que o mercado não se resume a computação, renderização ou software, exigindo visão multidisciplinar para permanecer competitivo. Blackley saiu da Microsoft em 2002 para fundar o Capital Entertainment Group.
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