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A história por trás de uma das melhores capas de revistas de videogames

Capa original de Amano para a Electronic Gaming Monthly, resultado de mal-entendido sobre distribuição, impulsionou as vendas e virou marco da imprensa de jogos

Yoshitaka Amano
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  • Em 2001, a revista Electronic Gaming Monthly lançou uma capa original de Yoshitaka Amano para Final Fantasy X, com orçamento de US$ 10 mil.
  • Dan “Shoe” Hsu, então editor-chefe, pediu a pintura de Amano; a SquareSoft precisou aprovar, e o artista utilizou folha de ouro na obra.
  • Houve falha de comunicação na distribuição: a ideia era que a capa de Amano fosse para assinantes, com 25% nas lojas, mas o contrário acabou ocorrendo.
  • A capa exclusiva atraiu leitores, impulsionou as vendas e recebeu cobertura da IGN; a ZiffDavis encomendou outra capa de Amano dois anos depois.
  • A EGM encerrou a versão impressa em 2009, mas deixou legado com projetos como uma antologia financiada por crowdfunding e continua a associar Amano a capas diversas.

O enredo por trás de uma das capas de revista mais lembradas dos videogames envolve uma obra de Yoshitaka Amano para a Electronic Gaming Monthly (EGM). Em 2001, a capa original para Final Fantasy X caiu nas bancas em meio à expansão de consoles como PlayStation 2, Xbox e GameCube.

O que aconteceu: a EGM encomendou uma pintura de Amano para a capa de Final Fantasy X. O processo exigiu autorização da Square e teve um custo de aproximadamente US$ 10 mil, valor incomum para capas da época, segundo relatos de James Mielke, ex-editor da publicação.

Quem está envolvido: o projeto contou com Dan “Shoe” Hsu, na época editor-chefe, supervisionando a iniciativa, e com James Mielke, responsável pela condução do projeto. A publicação ZiffDavis autorizou o investimento e a produção da arte com folha de ouro utilizada pelo artista.

Quando e onde: a produção ocorreu entre o final de 2000 e o lançamento da edição em 2001, na redação da EGM e na cadeia de distribuição da revista nos Estados Unidos. A cobertura acompanhou os rumores de que a arte seria reproduzida apenas para assinantes, com parte da tiragem destinada ao varejo.

Por quê: o objetivo era criar um elemento visual marcante para celebrar a estreia de Final Fantasy X em consoles de nova geração, elevando o valor da edição e gerando interesse dos leitores na época. O resultado gerou uma distribuição desigual, com subscritores recebendo diferentes capas.

Desdobramentos: a capa de Amano acabou sendo bem recebida pela base de leitores, contribuindo para o desempenho das vendas da edição. O feito chamou a atenção de veículos de entretenimento, incluindo a imprensa especializada na época.

Impacto histórico: a decisão gerou uma conversa sobre exclusividade e distribuição de capas, além de consolidar Amano como referência estética no mercado de jogos. Dois anos depois, a ZiffDavis autorizou outra comissão para Amano, em um projeto relacionado a Final Fantasy Everything.

Legado recente: a imprensa impressa especializada perdeu fôlego com o avanço digital; a EGM encerrou as atividades de impressão em 2009, e a referência de mídia encerrou também o site 1UP.com em 2013. A memória da capa persiste entre fãs e colecionadores.

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