- Mark Gerhard, co-CEO da Build a Rocket Boy, teria dito que uma “empresa americana muito grande” chamada Ritual Network financiaría uma campanha de mais de 1 milhão de dólares para difamar MindsEye, conforme notícia de Insider Gaming.
- Segundo gravação de reunião interna, Gerhard chamaria a Ritual Network de “criminosos” e mencionaria o YouTuber Cyber Boi como um dos influenciadores envolvidos na campanha.
- A Ritual Network afirma não estar envolvida no assunto; a empresa tem endereço registrado em Scunthorpe, no Reino Unido, e menos de 20 funcionários.
- Documentos públicos indicam ativos de caixa corrente próximos de £ 800 mil em fevereiro de 2025, estimando-se cerca de € 920 mil, próximo de 1 milhão de euros mencionados nas alegações.
- A MindsEye alega ter evidências de uma campanha coordenada para prejudicar a reputação da desenvolvedora e buscará medidas legais; a Ritual Network nega as acusações, e a Build a Rocket Boy afirma que continuará tomando providências legais, enquanto o jogo passa por um reboot anunciado para 4 de fevereiro.
Mark Gerhard, co-CEO da desenvolvedora Build a Rocket Boy, é alvo de alegações de uma suposta conspiração envolvendo mais de US$ 1 milhão para prejudicar MindsEye, segundo reportagem da Insider Gaming. O relato diz que a campanha de difamação envolve uma empresa britânica chamada Ritual Network, apontada como gestora de YouTube e TikTok. A reunião interna citada teria ocorrido com funcionários da empresa, que teriam ouvido uma avaliação crítica sobre Ritual Network e influencers.
Segundo a matéria, a gravação de uma reunião interna descreve Ritual Network como “um bando de gangsters” e cita o youtuber Cyber Boi entre os participantes da suposta ofensiva para MindsEye. Cyber Boi já havia recebido uma ameaça de pedido de cessar e desistir por parte de Gerhard, via servidor Discord da MindsEye, após a divulgação de um vídeo sobre o ex-produtor da Rockstar Leslie Benzies e sobre os arquivos Epstein. A Kotaku confirmou a existência de um e-mail ligado ao domínio de Cyber Boi que pertencia a Ritual Network.
A reportagem aponta inconsistências na afirmação de Gerhard de que Ritual Network seria uma “grande empresa norte-americana”, já que o registro oficial aponta Scunthorpe, no Reino Unido, como sede. A Ritual Network apareceria com menos de 20 funcionários. Além disso, as declarações fiscais indicariam ativos líquidos de cerca de £800 mil em fevereiro de 2025, quatro meses antes do lançamento previsto de MindsEye em junho de 2025, o que ficaria aquém do montante alegado.
Contexto e respostas
Insider Gaming afirma que Gerhard mencionou, na reunião interna, que Ritual Network e os criadores de conteúdo supostamente pagos seriam processados pessoalmente por crimes como espionagem, sabotagem e interferência criminosa. A discussão também aponta a existência de um software de cibersegurança denominado Teramind instalado nos dispositivos dos colaboradores sem o conhecimento prévio deles.
Ritual Network negou envolvimento no episódio, afirmando não ter conhecimento de ações legais contra a empresa e reiterando que não há evidência apresentada até o momento. A MindsEye, por sua vez, mantém as acusações e disse estar tomando medidas legais para enfrentar o suposto ataque à reputação e à confiança no jogo.
Situação da MindsEye e próximos passos
A MindsEye está tentando reabilitar o título após o fracassado lançamento de 2025. Em 4 de fevereiro, a desenvolvedora divulgou uma atualização que, segundo a empresa, sinaliza um reposicionamento da marca e do título, visando abrir uma “nova era” para o jogo. No momento da apuração, o título mantinha avaliação abaixo de 50% no Steam e contava com menos de 40 jogadores simultâneos.
Entre na conversa da comunidade