- Lançamento de Highguard ocorreu em 26 de janeiro; jogo é um shooter 3v3 no estilo MOBA com mecânicas de defesa de base e raids, free-to-play.
- Os gráficos são considerados simples e sem personalidade, com mistura de fantasia, ficção científica, magia e armas modernas que não se destacam.
- O núcleo do jogo envolve iniciar na base, escolher um herói, defender a base, buscar loot e raids entre as equipes até abrir o covil inimigo e vencer.
- Principais problemas apontados são excesso de ideias misturadas, jogabilidade rápida demais para early fights e economia de loot que desvia o foco do combate.
- O veredito é de que Highguard é um título esquecível e irregular, com alguns momentos de diversão nas raids, mas que não consegue sustentar a experiência.
Highguard, jogo gratuito de combate estratégico, chega ao grande público em 26 de janeiro. O título combina fantasia, ficção científica e mecânicas de raid em um mapa 3v3 com defesa de base. A recepção online tem sido acirrada desde seu anúncio na Game Awards de 2025. O texto analisa o que o jogador encontra na prática, além do burburinho em torno do game.
O título é desenvolvido pela Wildlight Entertainment, estúdio ligado a equipes que já trabalharam em jogos de tiro céleres. A proposta envolve coletar loot, construir defesas, montar cargas de ataque e realizar incursões em bases inimigas. Em partidas, o ritmo envolve exploração de mapa, combates rápidos e coordenação de equipe.
Para avaliar o que funciona no jogo, é preciso considerar experiência de jogo, equilíbrio de combate e ritmo das partidas. A crítica aponta que, apesar da ideia promissora de um shooter com raid, o conjunto pode soar confuso e pouco marcante aos olhos do jogador, deixando a desejar em identidade visual.
Bland and boring
Visualmente, Highguard é considerado pouco chamativo. O conjunto de estilos mistura fantasia e ficção científica sem estabelecer traços fortes. Modelos e cores parecem neutros, o que dificulta lembrar de personagens ou elementos memoráveis.
Ainda segundo a análise, apenas o personagem Slade mostra alguma personalidade, enquanto demais figuras adotam traços genéricos. A redação avalia que a proposta de raid shooter é interessante, mas a execução compromete o impacto visual do jogo.
Let’s get ready to raid
No início de cada partida, o jogador escolhe herói, monta defesas na base e parte com a dupla de companheiros para buscar loot. O objetivo é encontrar uma arma central que permita invadir a base inimiga e quebrar o escudo responsável pela defesa.
O sistema de saque e upgrades, com mineração de cristais, é descrito como divertido, mas não suficiente para sustentar a experiência ao longo de longas sessões. A jogabilidade em si é elogiada pela fluidez, com momentos de velocidade e mobilidade em montarias.
O confronto próximo é apontado como momentos fortes, lembrando a velocidade de Titanfall 2, devido a uma base de desenvolvimento comum. Ainda assim, a repetição de raids e a economia de recursos geram momentos de fadiga entre os jogadores.
Too many moving parts
A crítica destaca que Highguard tenta abraçar muitas ideias ao mesmo tempo. A experiência mistura várias mecânicas famosas sem consolidá-las de forma coesa.
A combinação de tiroteio rápido, mecânicas de mineração e o componente de raid cria uma curva de aprendizado que pode dificultar a imersão inicial. Em partidas, raids são considerados o destaque, mas os modos reduzidos tornam as batalhas menos épicas do que o esperado.
Com o tempo, a equipe de desenvolvimento tem mostrado testes de ajustes, incluindo possibilidades de ampliar o número de jogadores por time e reavaliar o equilíbrio entre combate e exploração. Ainda assim, a revisão mantém que o jogo permanece com alguns problemas estruturais.
Highguard é apresentado como um shooter que falha em entregar uma identidade forte, mesmo mantendo momentos de diversão. A avaliação final aponta que o título entrega uma experiência irregular, com potencial que ainda precisa de melhorias consistentes.
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