- Jewel viveu em situação de rua e enfrentou problemas de saúde mental; a mãe a deixou quando ela tinha 8 anos.
- O pai tornou-se fisicamente abusivo após voltarem à cidade natal, o que mudou o rumo de sua vida.
- Aos 15 anos morava por conta própria e, anos depois, mudou-se para San Diego para cuidar da mãe; chegou a morar no carro.
- Ela revelou ter desenvolvido um vício em furtos, começando por itens como comida e ervas, e evoluiu para furtar coisas que não precisava.
- A virada ocorreu no provador, ao se olhar no espelho e perceber que precisava mudar; passou a registrar tudo em diário por duas semanas e encontrou uma forma de ficar mais presente, reduzindo ataques de pânico.
Jewel contou como uma fase de vulnerabilidade extrema quase acabou com a carreira e a vida dela. A cantora, que já enfrentou moradia precária e problemas de saúde mental, abriu o jogo sobre o período em que chegou a roubar para sobreviver.
Durante o diálogo no podcast No Magic Pill, a artista relembrou traumas da infância, como a mãe deixando a família aos oito anos. O pai passou a agir de forma agressiva após a família retornar à sua cidade natal, momento que desestabilizou o mundo de Jewel.
Com 15 anos, ela já morava sozinha e, anos depois, mudou-se para San Diego para cuidar da mãe, que se encontrava doente. Em meio a dificuldades, ela chegou a viver no carro enquanto as contas se acumulavam e a mãe retornava ao Alasca.
Desencadeadores e virada
A depressão e a ansiedade aumentaram, e Jewel passou a enfrentar ataques de pânico sem alimento, água ou recursos básicos. Nesse contexto, a prática de furtar começou de forma compulsiva, inicialmente para obter comida e itens básicos, evoluindo para coisas que não eram necessárias.
Ao observar o próprio reflexo no provador de uma loja, ela reconheceu a gravidade da situação. A lembrança de que era apenas mais uma estatística a motivou a mudar o rumo, percebendo que sustentar a busca por aceitação era perigoso.
Para romper com o ciclo, Jewel registrou tudo o que fazia com as próprias mãos durante duas semanas. Ao se manter presente no momento, afirmou ter conseguido reduzir a ansiedade, eliminar ataques de pânico e romper com a ideia de que o futuro determinaria tudo.
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