- O funeral de David Hockney foi privado, com apenas duas pessoas presentes: o parceiro de 61 anos, Jean-Pierre Gonçalves de Lima, e o bisneto de 33 anos, Richard Hockney.
- Richard Hockney atua como assistente do artista e frequentementemodelou para ele; ambos são fiduciários da David Hockney Foundation.
- Hockney desejou cerimônia íntima, mas a família informou que haverão serviços memoriais em locais onde viveu, incluindo Londres e Yorkshire.
- A Fundação informou que a maior parte das obras da coleção particular será Doada a instituições públicas e fundações.
- Serão realizados dois novos eventos expositivos em 2025, na Tate Britain e na Turbine Hall da Tate Modern, além de uma mostra gratuita em Londres até 23 de agosto no Serpentine.
David Hockney teve seu funeral realizado de forma privada, com apenas dois presentes, atendendo ao desejo do artista. A cerimônia ocorreu na semana passada, em sua residência, no Reino Unido.
Os dois enlutados foram o parceiro de Hockney, Jean-Pierre Gonçalves de Lima, de 61 anos, e o bisneto dele, Richard Hockney, de 33, fotógrafo que atuou como assistente do artista e modelou para ele. Ambos são membros da David Hockney Foundation, criada pelo pintor em 2008.
Hockney faleceu tranquilamente em casa no dia 11 de junho, aos 88 anos. Apesar da cerimônia restrita, a vida e a obra do artista serão lembradas em serviços memoriais em locais por onde viveu, incluindo Londres e Yorkshire, conforme anunciou a publicista Erica Bolton.
Exposições e legado
Bolton informou que grande parte das obras da coleção particular de Hockney será doada a fundações e instituições públicas. O artista recusou um título de cavaleiro em 1990 e, em 2003, explicou que não gostava de badalação e valorizava mais seus amigos do que prêmios.
Ao longo de seis décadas, Hockney produziu cerca de 35 mil obras. Entre elas destaca-se a janela Queen Elizabeth II na Westminster Abbey. Estima-se que 8 mil peças, doadas à fundação, tenham valor agregado superior a 1 bilhão de libras em 2024.
Uma exposição gratuita, David Hockney: A Year in Normandie and Some Other Thoughts About Painting, permanece em cartaz no Serpentine, em Londres, até 23 de agosto. No próximo ano, novas mostras estão previstas no Tate Britain e no Turbine Hall do Tate Modern.
O mercado também reagiu com força após a notícia: na Art Basel houve aumento de demanda por obras de Hockney, com relatos de crescimento de mais de 1.200% nas 48 horas seguintes ao falecimento, segundo analistas.
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