- Angélica contou, em podcast, que a suposta rivalidade entre Xuxa, Eliana e ela foi alimentada pela mídia e percorria a geração como um Fla-Flu, beneficiando quem manipulava a narrativa.
- A apresentadora afirmou que a competição entre as mulheres foi incentivada a nível de fãs, imprensa e mercado, prejudicando as próprias protagonistas.
- Segundo Angélica, a repetição da rivalidade enviava uma mensagem inadequada para meninas que acompanhavam as carreiras das artistas, ensinando a rivalizar.
- Em 2025, o reencontro no Criança Esperança foi considerado emblemático, simbolizando o fim dessa narrativa de rivalidade entre as três.
- Angélica também refletiu sobre a fama desde a infância, destacando a diferença entre ser apenas conhecida e ser verdadeiramente vista, e que, hoje, prioriza afetos, família e valores.
Nos anos 1990, Xuxa, Angélica e Eliana conduziam programas infantis de grande audiência e viraram tema constante de comparação. A narrativa de rivalidade ganhou corpo na mídia e moldou a forma como o público via as apresentadoras e suas emissoras.
Em entrevista ao podcast Cá Entre Nós, Angélica discutiu a visão atual sobre o relacionamento com Xuxa e Eliana, apontando que a suposta competição foi alimentada por interesses externos e acabou prejudicando as próprias mulheres.
Rivalidade na prática
Angélica afirmou que a ideia de uma disputa esportiva entre as estrelas nasceu de um discurso repetido por diversos agentes da indústria. Segundo ela, esse tom competitivo desfez o foco do que as artistas buscavam transmitir ao público.
A apresentadora ainda destacou que esse cenário serviu aos interesses da mídia e de alguns setores, não às mulheres que acompanhavam as trajetórias das artistas.
Repercussões para o público e para as protagonistas
A narrativa de rivalidade acabou influenciando meninas e jovens que seguiam as estrelas, segundo Angélica. Ela reconheceu que o ciclo de confrontos ensinava a rivalizar, em vez de colaborar, entre mulheres de grande visibilidade.
Ela descreveu o impacto negativo desse ambiente ao longo de décadas, apontando a necessidade de mudanças de comportamento e de narrativas mais colaborativas no entretenimento.
O reencontro que sinaliza mudança
Angélica descreveu o momento de 2025, quando Xuxa, Eliana e ela dividiram novamente o palco do Criança Esperança, como emblemático. O encontro representou a ruptura definitiva com a antiga narrativa de rivalidade.
Ela indicou que aquele encontro mostrou que as relações entre as três haviam se transformado, deixando para trás a competição promovida no passado.
Reflexões sobre fama precoce
Além de tratar da rivalidade, Angélica comentou sobre a própria relação com a fama. Ela relembrou o início da carreira, aos quatro anos, e ressaltou que a exposição sempre fez parte de sua trajetória.
Hoje, a apresentadora ressalta a diferença entre ser conhecida e ser realmente vista. Ela reforçou que seu foco atual está nos afetos, na família e nos valores que sustentam a vida, independentemente da imagem pública.
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