- Atriz Maria Flor ficou emocionada ao ler o roteiro da peça O Filho, adaptação de Florian Zeller, que estreia neste sábado no Teatro B32.
- Ela vive a mãe de um adolescente de dezesseis anos que enfrenta depressão e contracena com Andreas Trotta, Gabriel Braga Nunes, Bruna Miglioranza, Marcio Marinello e Luciano Schwab.
- A história mostra a dificuldade dos pais em perceber a gravidade da situação e a distância que pode surgir na relação com o filho durante a adolescência.
- Maria Flor e o marido, Emanuel Aragão, passaram a estabelecer limites para o uso de tela em casa, buscando moderar o tempo de celular dos filhos Vicente, quatro anos, e Martin, doze anos.
- A atriz afirma que o espetáculo funciona como alerta para as famílias entenderem seus filhos e aceitarem quem eles são, sem cobranças ou idealizações.
Maria Flor estreia neste sábado no Teatro B32 a peça O Filho, adaptação de Florian Zeller, com direção de Léo Stefanini. A obra aborda a depressão na adolescência e conta com um elenco que inclui Andreas Trotta, Gabriel Braga Nunes, Bruna Miglioranza, Marcio Marinello e Luciano Schwab. A atriz vive a mãe de um jovem de 16 anos que perde o sentido da vida.
Ao ler o roteiro pela primeira vez, Maria Flor se emocionou profundamente e chegou a chorar. Ela relembra ter sentido muita dor ao imaginar a relação entre mãe e filho e a percepção do amadurecimento do jovem, que deixa de ser bebê para se tornar alguém distante. A atriz comenta a dificuldade de encarar essa angústia diariamente em cena.
A artista também fala sobre a relação com o marido, Emanuel Aragão, e a defesa de limites para o uso de telas na família. Eles ensinam aos filhos que muitos conteúdos online não correspondem à realidade e procuram manter horários sem celular, especialmente à noite, em refeições e durante momentos juntos.
Reflexões sobre família e tecnologia
Maria Flor enfatiza que o espetáculo visa alertar pais para olhar com atenção para os filhos, aceitando quem eles são em vez de moldá-los a partir de expectativas. A obra é apresentada como ferramenta de reconhecimento de sinais de depressão e de necessidade de diálogo familiar.
A atriz comenta ainda que o tema da peça se conecta com a própria experiência familiar, destacando a presença de uma dupla parental que tenta apoiar o filho diante de dúvidas e pressões típicas da pré-adolescência. O objetivo é promover uma leitura crítica das redes sociais e do que chega até os jovens.
Contexto da atuação e mensagens centrais
Sobre a carreira artística, Maria Flor diz ter aprendido que o sucesso não define a felicidade nem o sentido da vida. A atriz ressalta que a arte pode ser volátil e que a televisão e o teatro exigem resiliência, evitando a crença de que números de seguidores equivalem a significado pessoal.
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