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Sentença de difamação contra a blogueira Milagro Gramz é reinstalada

Justiça reinstala condenação por difamação de US$ 16 mil contra Milagro Gramz, comprovando atuação comissionada pela família de Tory Lanez

Megan Thee Stallion on October 21, 2024 in New York City.
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  • Uma juíza federal reinstalou a vitória de Megan Thee Stallion por difamação contra a blogueira Milagro Gramz, no valor de 16 mil dólares.
  • A decisão aponta que Gramz, cujo nome real é Milagro Cooper, agiu em nome de Tory Lanez e da família dele ao atacar a credibilidade de Megan em três declarações consideradas difamatórias.
  • A juíza Cecilia M. Altonaga reviu a decisão anterior de anular o veredito por questões processuais, após entender que Cooper não havia recebido a notificação prévia, mas pode ser considerada parte de um grupo em alguns casos.
  • As provas do julgamento mostraram que Cooper recebia pagamentos de Sonstar Peterson, tinha acordo com a família Peterson e enviou materiais para ajudar a defesa criminal de Daystar (Tory Lanez).
  • Lanez foi condenado e cumpre uma pena de 10 anos pela agressão envolvendo Megan Thee Stallion; Megan afirmou que a decisão reforça a importância da verdade.

A justiça dos EUA reinstalou a vitória de Megan Thee Stallion em processo de difamação no valor de 16 mil dólares contra a blogueira Milagro Gramz. O tribunal entendeu que Gramz agiu em relação ao rapper Daystar Peterson, conhecido como Tory Lanez, e sua família ao questionar a credibilidade de Megan em três declarações consideradas difamatórias. A decisão foi anunciada na sexta-feira.

A juíza-chefe Cecilia M. Altonaga, do Distrito Central da Flórida, reverteu a decisão anterior de anular a condenação por razões processuais. A sentença havia sido anulada porque Gramz, cujo nome real é Milagro Cooper, foi classificada como ré: meio de comunicação, o que exigia notificação prévia de Megan para a ação por difamação. Cooper não recebeu essa notificação.

Ao reavaliar o caso, a magistrada decidiu que Cooper poderia ainda ser considerada ré em meio de comunicação em certos casos, desde que as evidências mostrassem que ela foi “comissionada” por Lanez e pelo pai dele, Sonstar Peterson, para proferir as três declarações difamatórias. As declarações questionavam a acusação de Megan de que Lanez atirou nela em 2020.

Segundo a decisão, Cooper recebeu pagamentos de Sonstar, obtinha informações da equipe de Peterson antes de outros veículos e enviava materiais para ajudar a defesa criminal de Daystar. As provas indicaram um arranjo contínuo entre Cooper e a família Peterson.

Megan Thee Stallion emitiu comunicado celebrando a decisão, afirmando que a verdade importa e que a decisão restaurou o veredito da juria, responsabilizando a ré por suas ações. Cooper, que atualmente se representa sozinha, não respondeu a pedidos de comentário.

Contexto e próximos passos

A decisão esclarece a possibilidade de caracterizar Gramz como meio de comunicação em determinados cenários, para fins de difamação, quando houver evidência de cooperação ou financiamento de terceiros envolvidos no caso. O caso segue sem novas etapas públicas anunciadas.

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