- Cynthia Erivo e Ariana Grande ficaram assustadas quando Johnson Wen pulou a barreira no pré-estreia de Wicked: For Good, em Singapura, e avançou em direção a Grande; Erivo interveio para afastá-lo.
- Wen foi condenado a nove dias de prisão.
- Nas redes, houve especulação de que Erivo atuava como “bodyguard” de Grande, comentário que a atriz rebateu, dizendo que revela uma visão insidiosa sobre mulheres negras.
- Erivo afirmou que pessoas usaram sua aparência — como o fato de ser careca — para justificar a ideia de que era maior ou mais possessiva do que a colega, o que ela considera injusto.
- O episódio a deixou relutante em fazer campanha para o Oscar de Wicked: For Good; disse que sentiu a humanidade dela “bastardizada” e não quis se envolver no momento.
Cynthia Erivo afirma que a reação à cena na première de Wicked: For Good em Singapura expôs uma visão racista sobre as mulheres negras. A atriz disse que a percepção pública da situação foi injusta e influenciou sua vontade de buscar indicações ao Oscar.
Durante o incidente, Erivo e Ariana Grande ficaram sob tensão quando um invasor pulou a barreira e avançou em direção às duas no Universal Studios Singapore. Segundo a atriz, ninguém se movia, então ela agiu para afastar o homem e proteger a colega de elenco.
O invasor, identificado como Johnson Wen, já tinha histórico de interrupções em eventos públicos. Wen foi condenado a nove dias de cadeia pelo episódio, que gerou ampla repercussão nas redes sociais.
Erivo explicou que a reação do público refletiu estereótipos sobre mulheres negras: a ideia de que ela seria a protetora de Grande ou a responsável por controlá-la. A atriz avalia que esse enquadramento é prejudicial e não condiz com a realidade da situação.
A entrevista também aborda os impactos no filme Wicked: For Good. O primeiro longa arrecadou cerca de 765 milhões de dólares mundialmente e conquistou duas estatuetas do Oscar. A sequência, por outro lado, teve desempenho menor e não recebeu indicações.
A artista disse ter ficado reticente em promover o filme para o Oscar após o incidente. A sensação foi de que um comportamento instintivo dela acabou sendo tomado como algo que não ocorreu, por conta de julgamentos sobre mulheres como ela.
Erivo destacou ainda que a experiência provocou desconforto pessoal e profissional. Ela afirmou ter sentido que sua humanidade foi desvalorizada pela forma como a situação foi interpretada publicamente.
Entre na conversa da comunidade