- Olivia Rodrigo gerou críticas por usar vestidos em tom rosa, azul e babydoll durante a divulgação do terceiro álbum You Seem Pretty Sad for a Girl So In Love e em material relacionado.
- Aay enta comentadores online disseram que o visual infantiliza e sexualiza a cantora, alimentando o debate sobre sexualização feminina.
- Em participação no Popcast, do The New York Times, Rodrigo afirmou que não cabe aos outros responsabilizá-la pela forma como terceiros interpretam suas roupas.
- Ela ressaltou que já esteve no palco usando roupas reveladoras, mas que as percepções variam e criticou a normalização de discursos que culpam mulheres pela sexualização.
- A artista mencionou referências do punk, como Kathleen Hanna e Courtney Love, para defender o estilo e rejeitar expectativas de docilidade feminina.
Olivia Rodrigo abriu o debate sobre a responsabilização por interpretações envolvendo vestuário após ser alvo de críticas por suas escolhas de roupa durante a divulgação de seu terceiro álbum. A discussão ganhou força após aparecer com diferentes vestidos que vãem de um modelo infantil a peças mais ousadas, em aparições recentes.
A cantora apareceu vestindo um vestido rosa para a capa do álbum You Seem Pretty Sad for a Girl So In Love, depois repetiu visual semelhante no clipe de Drop Dead e, ainda, participou de um evento em Barcelona com um vestido babydoll floral. A repercussão nas redes levou a acusações de que estaria sexualizando a própria imagem.
Na manhã de quarta-feira, Rodrigo comentou o tema durante participação no podcast Popcast, do New York Times. Ela afirmou que não deve ser responsabilidade de terceiros interpretar ou sexualizar sua aparência de forma indevida. A artista enfatizou que já usou roupas reveladoras no palco sem qualquer conotação de inadequação.
Contexto da discussão
Rodrigo ressaltou que a narrativa de vestimenta que envolve mulheres desde a infância alimenta culpabilização quando há interpretação sexual. Ela afirmou que não se sentiu sexy naquelas peças, mas sim confiante e inspirada por ícones do punk, como Kathleen Hanna e Courtney Love, que já usaram roupas de estilo infantil em apresentações para desafiar estereótipos.
A cantora destacou ainda que a cultura atual tende a normalizar pedofilia quando se trata de moda feminina, o que, segundo ela, alimenta a ideia de que a culpa é da mulher caso alguém a interprete de modo inadequado. O relato reforça a defesa de liberdade estética associada a artistas que rompem convenções.
Entre na conversa da comunidade