- Evaldo Macarrão, 35 anos, celebra o reconhecimento do público em Coração Acelerado, com Bará ganhando destaque na trama musical da Globo.
- Bará nasceu como coadjuvante e braço direito, mas Evaldo transformou o personagem em um “acontecimento” por meio do seu trabalho e da compreensão da produção.
- O bordão “minha nobreza”, criado por Bará para o patrão, virou assinatura entre fãs; Evaldo se inspirou em Edilon Mendes e contou com autorização das criadoras Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento para a mudança.
- A ideia surgiu de uma memória afetiva do ator do teatro baiano, ligada à forma como Bará conversa com colegas e com os coordenadores da novela.
- O ator, que cresceu em Salvador cercado de música, fala da solidão de morar no Rio de Janeiro longe da família e da importância da arte como sustento e forma de encontrar afeto.
Evaldo Macarrão, de 35 anos, celebra o momento de reconhecimento na televisão. O baiano ganhou destaque ao interpretar Bará em Coração Acelerado, novela musical da Globo. Ele diz ter entendido que o tamanho do papel não define a atuação.
Bará nasceu como coadjuvante funcional, mas o trabalho de Evaldo fez o personagem ganhar relevância. O ator conta que soube extrair a essência de Bará e transformar o papel em um acontecimento na trama.
O bordão meu nobreza, incorporado pelo público, surgiu de uma memória do ator ligada ao teatro baiano. Evaldo pediu autorização à direção e às escritoras Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento para adaptar o modo de falar com o patrão.
Significado do bordão
Essa expressão, que substituiu o tradicional meu chefe, ganhou adesão nas ruas e nas redes. Avalia que a frase funciona como assinatura de Bará e que marcas nos fãs se tornaram evidentes ao longo das cenas.
A criação também ficou conectada à homenagem a Edilon Mendes, ator de Salvador. O processo envolveu autorização para adaptar o estilo de Bará, mantendo uma referência da cultura local.
Raízes e influências
A vida musical de Evaldo respinga na atuação. Filho de um percussionista, cresceu ouvindo Gilberto Gil e discos de vinil em casa. A musicalidade molda a presença de palco e a interpretação de Bará.
No enredo, Bará transita entre bastidores da música sertaneja e comentários sobre afinação, dança e performance. Avalia que a memória da infância ajudou a compreender o personagem.
Luta pessoal e ligação com o público
Evaldo nasceu em Salvador, em família humilde, e hoje mora no Rio de Janeiro. A solidão de estar longe de casa acompanha o sucesso. Ele lembra o papel do entretenimento como acolhimento em momentos difíceis.
Diz que o amor também sustenta a vida fora do Nordeste. O ator revela buscar apoio afetivo, destacando que a carreira não se sustenta sozinha. A imprensa acompanha com destaque o momento de Evaldo.
Entre na conversa da comunidade