- Nikolly Fernandes, de 20 anos, está em A Nobreza do Amor, novela das dezoito na Globo, e desfilando como passista pela Mangueira.
- Criada em Niterói em uma família ligada à arte, ela teve início no teatro aos seis anos e estudou percussão; é formada em música pela Escola de Música Villa-Lobos e já explorou dança e ginástica rítmica.
- A atriz enfatiza a representatividade negra na televisão e a importância de retratar ancestralidade, vivendo a princesa africana Kênia na trama.
- A Mangueira é vista por ela como espaço de identidade, história e revolução, conectando-se a uma tradição familiar no samba.
- O personagens tem trazido retorno de crianças negras que se identificam com o visual e a história de Kênia, fortalecendo o sentido de representatividade.
Nikolly Fernandes, de 20 anos, está em cena em A Nobreza do Amor, novela das 18h da TV Globo, e atua como passista da Mangueira. Criada em Niterói, a artista afirma ter crescido em uma família ligada à arte, o que moldou sua trajetória desde a infância.
Formada em música pela Escola de Música Villa-Lobos, Nikolly passou pela percussão, dança afro e dança de salão. Ela revela que a atuação sempre foi o caminho escolhido, com a família estimulando várias vertentes artísticas. A artista enfatiza que a carreira representa ancestralidade e diversidade.
Raízes, Carnaval e construção de personagem
A atriz cita a presença de referência negra na televisão como essencial para sua formação. Entre inspirações, destacam-se Vilma Melo, Cyda Moreno, Taís Araujo e Zezé Motta, que ajudaram a abrir caminhos para intérpretes negras. A convivência com Lázaro Ramos, seu pai na trama, é apontada como aprendizado diário no set.
No Carnaval, Nikolly guarda lembranças de desfiles em escolas mirins, como a Tijuca, e comenta como Juliana Alves foi uma inspiração ao ver uma rainha de bateria negra ocupar posição de destaque. Hoje ela desfila pela Mangueira como forma de manter a ligação com a ancestralidade do samba.
O papel de Kênia e a busca por representatividade
Ao interpretar Kênia, uma princesa africana, a atriz vê o papel como marco de sua carreira pela representatividade. A personagem a levou a aprofundar questionamentos sobre ancestralidade e identidade, além de despertar descobertas sobre a origem de sua família. Ela aponta que todos carregam traços de realeza e sangue africano.
A preparação envolveu pesquisas sobre realeza africana e resultou em uma compreensão mais ampla sobre sua própria herança. A atriz relata que crianças negras da comunidade passaram a enxergar beleza e referência na personagem, inclusive manifestando o desejo de reproduzir traços de Kênia.
Estilo, memória e futuro
O visual da princesa africana é parte da construção da personagem e da própria identidade de Nikolly. Ela escolheu trançados, acessórios e tecidos com referências de culturas africanas, buscando significado por trás de cada elemento. A ideia é contar histórias por meio da moda e da cenografia do elenco.
A trajetória de Nikolly Fernandes permanece ligada ao palco e ao set, onde afirma sentir liberdade plena. Em entrevista sobre o papel, a atriz reforça que a atuação permite viver várias vidas e que essa é a própria essência da sua carreira.
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