- Sean Hepburn Ferrer, filho de Audrey Hepburn, lança a biografia Intimate Audrey, coescrita com Wendy Holden, apresentando uma visão “por trás das cortinas” da vida da atriz.
- O livro começa com a última missão da Unicef, na Somália, quatro meses antes da morte de Audrey, e recua para a infância durante a Segunda Guerra Mundial.
- Audrey ficou famosa por filmes como a Hora da Fantasia (Roman Holiday) e Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), além de atuar como embaixadora da Unicef.
- Sean aponta três pilares da fama da mãe: performances naturais, estilo marcante com Givenchy e o trabalho humanitário, que juntos formam um legado estável.
- O relato também aborda a vida pessoal, casamentos e filhos de Audrey, além da gestão do legado familiar e da Audrey Hepburn Children’s Fund.
Sean Hepburn Ferrer lança a biografia Intimate Audrey, reunindo uma visão interna sobre a vida da mãe, Audrey Hepburn, além de traços menos divulgados da fama, da filantropia e dos relacionamentos. O livro propõe um retrato “por trás das câmeras” de uma das maiores estrelas do cinema.
O filho, hoje com 65 anos, descreve uma infância na Suíça e em Roma sem o glamour de Hollywood como foco, destacando prioridades familiares da mãe. O volume também aborda a formação da imagem pública de Hepburn, marcada por elegância e compromisso social, e o cuidado com o legado após sua morte.
Intimate Audrey, coescrito com a ex-correspondente de guerra Wendy Holden, reúne as três vertentes que moldaram a herança da atriz: a atuação marcante, o estilo influente aliado à Givenchy e o trabalho humanitário como Embaixadora da UNICEF. O autor enfatiza que a vida de Audrey começa e termina envolta em contexto de guerra.
Para Sean, a preservação do legado envolve gerir a Audrey Hepburn Children’s Fund, licenciar a imagem com cautela e orientar a utilização de seus créditos artísticos. Ele compara a tarefa à curadoria de uma grande exposição, que exige vigilância constante contra usos indevidos.
O texto traça o percurso artístico de Hepburn, desde o sucesso inicial em Roman Holiday até conquistas como o Oscar de Melhor Atriz por A Princesa e o Plebeu. O livro ressalta a versatilidade de papéis, incluindo The Nun’s Story, The Children’s Hour e Two for the Road, destacando uma sensibilidade europeia que moldou sua carreira.
A obra também aborda os relacionamentos de Hepburn, incluindo o casamento com Mel Ferrer e a maternidade durante a segunda união. Sean descreve aspectos difíceis dessas relações, revelando desafios pessoais sem insistir em julgamentos, mantendo o foco factual sobre a vida pública e privada da atriz.
Conforme o narrador-personagem, a carreira de Audrey foi interrompida no final dos anos 1960 para priorizar a família. O livro inicia com uma missão de UNICEF na Somália, quatro meses antes da morte da atriz, em 1993, e recua para a infância marcada pela guerra, o que sustenta a linha dramática de que sua vida, segundo o autor, teve início e fim em tempos de conflito.
Audrey Hepburn nasceu em 1929, em regra de aristocracia europeia, e passou por educação na Inglaterra antes do impacto da Segunda Guerra. A experiência da guerra moldou sua visão de mundo, levando-a a participar de atividades de ajuda à resistência e a enfrentar dificuldades que influenciaram sua postura humanitária posterior.
Segundo Sean, Hepburn tornou-se referência por três pilares: a autenticidade de suas performances, o estilo icônico associado à Givenchy e a atuação humanitária como Embaixadora da UNICEF. O conjunto contribuiu para uma imagem duradoura que, segundo ele, resiste a investidores oportunistas.
O filho relembra ainda a vida pessoal de Audrey, destacando o período entre casamentos e a criação de filhos, como elemento central na construção de sua imagem pública. Embora o livro trate de temas sensíveis, ele evita julgamentos e permanece no terreno dos fatos para oferecer um retrato equilibrado.
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