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Marilyn Monroe, pioneira criativa, ganha duas exposições

Duas exposições, na BFI e National Portrait Gallery, recuperam Marilyn Monroe como criadora de imagem e pioneira da atuação, em centenário de nascimento

‘Monroe was quite possibly the biggest star cinema ever saw and will ever see,’ says Kimberley Sheehan, the BFI’s lead programmer.
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  • O British Film Institute lança a mostra “Marilyn Monroe: Self Made Star” de 1º de junho até o final de julho, resgatando sua filmografia em três linhas: Star Attractions, Dramatic Turns e Scene Stealers.
  • A reestreia de The Misfits (1961), último filme concluído de Monroe, será exibida em cinemas do Reino Unido e Irlanda pela BFI Distribution neste verão.
  • O National Portrait Gallery inaugura “Marilyn Monroe: A Portrait” de junho a setembro, reunindo obras de Warhol, Boty e Avedon, além de fotos inéditas da Life.
  • As exposições ressaltam Monroe como pioneira criativa, com controle de imagem e envolvimento em produção própria, indo além do estereótipo de símbolo sexual.
  • A curadora do BFI, Kimberley Sheehan, afirma que as mostras convidam o público a ver Monroe como atriz de alcance variado, não apenas como mito.

Acontece uma celebração dupla de Marilyn Monroe em solo britânico para marcar o centenário de seu nascimento. O British Film Institute (BFI) lança a temporada The original triple threat, entre 1º de junho e final de julho, com uma revisão de sua filmografia. Paralelamente, a National Portrait Gallery apresenta Marilyn Monroe: A Portrait, de junho a setembro, explorando a construção de sua imagem.

A BFI organiza uma temporada de dois meses, que reúne os filmes mais célebres de Monroe em três pilares: Star Attractions, Dramatic Turns e Scene Stealers. A curadoria busca revelar a versatilidade da atriz, além de contextualizar sua influência na indústria. A iniciativa também foca na estreia de The Misfits, relançado em cinemas no Reino Unido e Irlanda pela distribuidora da instituição.

A ação da BFI envolve retrospectiva de títulos que vão desde Ladies of the Chorus (1948) até Something’s Got To Give (unificado post mortem), destacando parcerias com diretores de grande importância. A programação inclui obras de comédia musical, drama e participações marcantes em papéis menores, com tomadas de cena reconhecidas.

Paralelamente, Marilyn Monroe: A Portrait, na National Portrait Gallery, compila obras de artistas de renome e fotógrafos célebres, como Warhol e Avedon. A exposição foca a criação de sua imagem pública e a influência duradoura na cultura visual contemporânea.

A mostra na galeria também apresenta fotografias inéditas da Life, registradas por Allan Grant na residência de Monroe em Brentwood, pouco antes de sua morte em 1962. O conjunto aponta para a colaboração de Monroe no processo de imagem, para além da atuação, com participação em produções visuais e veto a retratos indesejados.

Do ponto de vista histórico, a curadoria ressalta a autonomia criativa de Monroe, que conduziu projetos e chegou a criar sua própria empresa de produção. O objetivo é mostrar a atriz como agente ativo de sua carreira, indo além do estereótipo de estrela de cinema.

A programação é apresentada como uma oportunidade de reavaliar Monroe, destacando seu papel como pioneira na gestão de carreira feminina e na revolução das possibilidades de estrelato. A iniciativa ocorre em museus e centros culturais estratégicos da cultura britânica, com foco educativo para o público.

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