- Em 1993, na primeira novela de Murilo Benício, a Globo mudou um detalhe do personagem Fabrício para evitar semelhança com o presidente Lula.
- A alteração visava afastar o político da figura do personagem, que era um político.
- A gagueira de Fabrício passou a substituir a condição congênita que havia sido cogitada (língua presa).
- Murilo Benício recordou nos bastidores o nervosismo nos primeiros dias de gravação e comentou que, com o tempo, ficou mais seguro.
- A informação sobre a mudança e a relação com a voz de Fabrício foi publicada pelo jornal O Dia, em abril de 1994.
A Globo modificou um detalhe na primeira novela de Murilo Benício, em 1993, para evitar que o personagem tivesse semelhança com o ex-presidente Lula. A alteração ocorreu ainda nos bastidores, buscando não vincular o político a traços marcantes do protagonista.
Murilo Benício, hoje conhecido por interpretar o Tufão em Avenida Brasil, relembra os dias de gravação com apreensão inicial. Segundo ele, a convivência com atores mais experientes exigia foco, mas o processo o deixou mais seguro com o tempo. O ator também citou a vontade de atuar no cinema fora do Brasil.
A ideia de mudança envolveu um traço de voz do personagem. A gagueira foi apresentada como uma possibilidade para diferenciar Fabrício de um perfil político real, evitando associações diretas. A decisão foi comunicada pelo meio da época, cabendo à direção da emissora ajustar o texto.
Mudança de traço de voz para evitar semelhança
A gagueira do personagem foi mantida como recurso dramático, mas sem similitudes com o político mencionado. O objetivo era preservar a identidade ficcional sem configurar paralelos imediatos com a vida pública de Lula. A medida serviu para delinear o estilo do personagem dentro da novela.
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