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Ratinho é condenado por injúria contra médico; pena foi de 7 meses

Condenação de Ratinho por injúria e difamação contra urologista em mil novecentos noventa e nove ganha nova relevância após discurso contra Erika Hilton

Bem antes de ataque transfóbico contra Erika Hilton, Ratinho foi condenado por injúria contra médico: '7 meses'
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  • Em novembro de 1999, Ratinho foi condenado pela nona vara criminal de Curitiba por injúria e difamação contra um urologista.
  • A sentença previa sete meses de detenção em regime aberto, multa de dois salários mínimos e prestação de serviços comunitários, com possibilidade de recurso.
  • A acusação remonta a uma edição de outubro de 1996 do programa “190 Urgente” (CNT), que declarou que um médico retirou um rim de uma pessoa para implantar em outra.
  • A instituição envolvida afirmou que não houve transplante de rim naquele hospital nem naquele intervalo de tempo, e Ratinho chamou o médico de “diabo de branco” e disse pertencer à “máfia de branco” após a reportagem.
  • O advogado de Ratinho na época afirmou que o apresentador não era responsável pelas reportagens, e sim o diretor Maurício Cavalcante, responsável pela atração policial.

O apresentador Ratinho voltou a ser assunto de repercussão após polêmica envolvendo Erika Hilton, deputada federal do PSOL. O caso atual ocorre duas semanas depois de uma fala considerada transfóbica no SBT, que gerou ações do Ministério Público Federal.

No entanto, o passado do apresentador também volta à tona. Em 1999, Ratinho foi condenado por injúria e difamação contra um urologista em Curitiba, no Paraná, em decisão da 9ª Vara Criminal. A sentença manteve pena de sete meses em regime aberto.

Conforme o julgamento, Ratinho teria se referido ao médico como diabo de branco e integrante de uma suposta máfia de branco, após uma reportagem de 1996. O episódio envolvia uma acusação publicada pela CNT sobre retirada de rim para transplante.

Em nota divulgada na época, o apresentador alegou que não era responsável pelas reportagens veiculadas, atribuindo a responsabilidade ao diretor da atração policial. O entendimento foi de que houve injúria e difamação envolvendo o profissional.

A condenação ficou registrada na imprensa em novembro de 1999, quando a Folha de SP destacou a pena. O episódio é lembrado como parte de um conjunto de controvérsias que marcam a carreira do comunicador desde os anos 1990.

Além do caso policial, Ratinho já enfrentou outras críticas na trajetória pública, incluindo acusações de racismo em relação a uma bailarina e controvérsias na cobertura de notícias envolvendo o sequestro de Welington Camargo, irmão de Zezé Di Camargo e Luciano.

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